O OLHAR COMO EXPERIÊNCIA ALIENANTE

Luciene Braga Ramos Borges

Resumo


Jean-Paul Sartre, descreve na obra O Ser e o Nada (1943/2014), sobre uma concepção filosófica a partir do
que ele defende como existencialismo. O existencialismo parte da premissa de que: “a existência precede a
essência” (2014, p.695), em contraposição ao pensamento vigente que se sustenta na premissa contrária “a
essência precede a existência”.1 O autor afirma que a premissa, acima citada, é o primeiro princípio do
existencialismo e descreve, a partir daí, a realidade humana como “fazendo-se”, liberdade plenamente
responsável por suas ações no mundo concreto. Inclusive, Sartre apresenta-se como um exemplo da sua filosofia,
ao fazer-se um autor engajado nas situações importantes da sua época. Existiu como uma realidade humana
vivendo intensamente cada momento histórico e sustentou as afirmações contidas em seus textos e obras quando
a questão era agir sendo esta liberdade. No que concerne ao tema proposto, “O Olhar como alienante”, Sartre
descreve, a partir da questão da existência do Outro, na obra O Ser e o Nada (1943/2014), na qual ele explica
que uma das modalidades em que o Outro aparece, para a realidade humana, é através de uma relação de
objetividade, como uma das modalidades da presença do Outro a mim: O Olhar do outro dirigido a mim que faz
com que eu perca a subjetividade e me experiencie como objeto. Esta é uma experiência alienante que eu, como
realidade humana, procuro evitar. O ponto de partida para se chegar a questão do olhar, como alienante, é
entendermos como o Outro aparece para a realidade humana, na perspectiva de Sartre.


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