VARIÁVEIS GEOMORFOLOGICAS E TEMPERATURA DE SUPERFÍCIE: A CORRELAÇÃO ESPACIAL PARA INDICADORES DE DESERTIFICAÇÃO

Marília Santos de Jesus

Resumo


A desertificação é um fenômeno associado a degradação. Diversos autores tentaram esclarecer esse conceito porém, apenas em 1997, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu-se como “a degradação das terras nas zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas, resultante de vários fatores, incluindo as variações climáticas e as atividades humanas”. Vários são os indicadores da desertificação, dentre eles, os indicadores biofísicos, associados as variações climáticas e também a ação antrópica. A temperatura superficial é um fator importante para classificar as mudanças que acontecem na superfície terrestre. Nos estudos sobre desertificação, a temperatura é um fator “principal”, pois identifica e quantifica áreas com diferentes fases de degradação (Liu et al., 2006). Segundo Oliveira (2011) a geomorfologia tem relação direta com a desertificação, pois se constitui em um dos parâmetros que compõe os indicadores biofísicos da desertificação. Esses indicadores, de acordo com esse autor, foram analisados por meio do Sistema de Informação Geográfica (SIG) e constatados em campo. Logo explica-se a relação entre variáveis geomorfológicas e os indicadores de desertificação. Este trabalho objetivou analisar a correlação espacial para indicadores de desertificação associados às variáveis geomorfológicas e a temperatura de superfície aparente no período de 2000-2016, em estudos geomorfológicos, essa escala temporal é usada para estudos relacionados a alteração climática, ou seja, mudança no padrão de alguns elementos do clima sem necessariamente está associado a mudança climática. A área de estudo é o polo de Jeremoabo na Bahia, composto por treze municípios e possui avançado estágio de degradação (LOBÃO, 2013; OLIVEIRA JUNIOR, 2014). Diversas são as atividades responsáveis pela degradação, como a agropecuária, a qual torna o meio mais vulnerável devido a susceptibilidade natural do ao clima semiárido.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.3930

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