O SERTÃO EM ANÁLISE: DIÁLOGOS ENTRE EURICO ALVESE JOSÉ DE ALENCAR

Artur Vitor de Araújo Santana

Resumo


Na virada do século XIX, o sertão ganha relevância para se pensar o Brasil
(SOARES, 2009). Arquivos de ideias e imagens da paisagem sertaneja e das suas gentes
foram forjadas e cristalizadas no pensamento social brasileiro, muitas das quais
remetem a estampas imaginárias construídas desde o período colonial. Tomando como
pano fundo as representações de sertão e sertanejo na história e na literatura, nesse
trabalho procurar escutar e analisar os ecos intertextuais do romance O sertanejo
(1875), de José de Alencar, no ensaio sócio-histórico Fidalgos e Vaqueiros (1989), do
poeta e ensaista feirense Eurico Alves Boaventura.
Opero com a perspectiva do texto como um artefato social e cultural, por
natureza habitado por diálogos (BARROS, 1997), intertextos (FREITAS, 2011) e
apropriações (CHARTIER, 2002); e da leitura como uma prática plural, espaço de
ressonância de diversas vozes, já que, na condição de sujeitos sociais e condicionados
pelo tempo histórico em que vivemos, nos apropriamos de ideias e falas de outras
pessoas. Nesse sentido, busco identificar e interpretar as formas de apropriaçãodo texto
alencariano na construção discursiva do sertão e do sertanejo por parte de Eurico Alves,
tencionando problematizar o modo como o ensaísta feirense se apropria ou
intertextualiza o repertório do romancista.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.