O ESTADO DA ARTE SOBRE AS INVESTIGAÇÕES PRODUZIDAS PELOS ESTAGIÁRIOS DE GEOGRAFIA NO PERÍODO DE 2013. 1 A 2016.2

Edileusa da Silva Amaral

Resumo


Apresentamos um recorte da pesquisa intitulada “O Estado da Arte Sobre as Investigações Produzidas pelos Estagiários de Licenciatura em Geografia no período de 2014.1 a 2016.2”, da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). A pesquisa é parte do projeto maior “Estágio Supervisionado e Pesquisa: Possibilidades de Produção de Conhecimento na Licenciatura em Geografia dessa instituição” desenvolvido por professores da área de prática e metodologia do ensino em geografia locada no departamento de Educação que desenvolvem a modalidade de estágio baseado na pesquisa. A dinâmica de um ambiente escolar é rica em dado, situações, relações que podem despertar interesse para investigação que venha contribuir com o processo de ensino e aprendizado e a formação da identidade do futuro professor de Geografia. A consolidação da identidade do professor é construída ao longo de sua trajetória como profissional do magistério. No entanto, é no processo de formação que são fortalecidas as opções e interações da profissão que o curso se propõe a legitimar. Segundo Pimenta e Lima (2004), por um longo período o estágio foi identificado como uma parte prática dos cursos de formação de profissionais, em contraposição à teoria. A partir desse entendimento de dissociação entre teoria e prática, as autoras trazem duas concepções de estágio: uma como imitação de modelos e outra o estágio como instrumentalização técnica. A fim de não incidir nessas ideias e incentivar a visão da tendência do estágio à prática instrumental ou à imitação de modelos, o estágio foi fundamentado na relação entre teoria e prática, compreendo-se que não poderá haver separação
entre elas, ou seja: teoria e prática se completam e fundem no espaço escolar. A estratégia se faz necessária para perceber que teoria e prática são indissociáveis para a formação docente, compreendendo que a docência é de conhecimento que se volta para as relações sociais, para a sociedade, para o âmbito político, econômico e moral. Dessa forma, está presente a unidade entre elas. A atividade teórica por si só não transforma a realidade presente; já a teoria serve de guia para ação humana ir se aperfeiçoando. Logo, os caminhos para formação profissional constitui uma questão decisiva no sentido de orientar o estagiário para os primeiros passos do trabalho docente como pesquisador. (BRAGA e SANTOS, 2009: PIMENTA, 2008; GHEDIN, 2015).


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.3954

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