POSSIBILIDADES DE REPRESENTAÇÕES DO LUGAR: MEDIAÇÕES PEDAGÓGICAS RUMO À CARTOGRAFIAS ALTERNATIVAS EM FEIRA DE SANTANA –BA

Jaqueline de Jesus de Lemos

Resumo


A representação espacial sempre foi um dos objetivos da geografia, sendo a cartografia considerada um método preciso de representar a realidade baseado em cálculos matemáticos complexos que via de regra seriam acessíveis apenas para poucos iluminados. No entanto, Seemann (2012) nos alerta que atrás dos pontos, linhas e polígonos impressos no papel escondem-se homens (e mulheres) e suas razões, ações e contradições cartográficas que influenciam ou até determinam como devem ser a aparência e os conteúdos de um mapa. Tradicionalmente, o estudo da cartografia tem sido um dos principais entraves no ensino-aprendizagem de geografia, identificados tanto por professores quanto educandos dos níveis fundamental e médio. Girardi (2009), afirma que o estatuto imagético dos mapas, seu poder de fixação documental dos atributos de um pedaço de mundo do qual a Geografia fala, transforma-o em legitimador do fazer geográfico, transferindo sua força de símbolo também para o ensino de Geografia.
Dessa maneira, faz-se necessário ir além dos chamados elementos básicos dos mapas, ir além das medidas, coordenadas e objetos para cartografar lugares e incluir contextos e significados na folha de papel (SEEMANN, 2012). A partir destas reflexões levanta-se os seguintes questionamentos: Quais são as relações entre mapas e lugar? De que maneira podemos mapear lugares cartograficamente? Como mapas podem auxiliar à construção do conceito de lugar? Quais as relações existentes entre os mapas oficiais de Feira de Santana e os mapas desenhados por alunos do ensino fundamental e médio de geografia? Como podemos problematizar o trabalho das representações espaciais relacionando lugar, obras de arte e cartografia? De que maneira a produção desses mapas podem melhorar a aprendizagem de geografia? Na tentativa de responder às estas questões, foi desenvolvida uma pesquisa/intervenção, no âmbito da escola básica, objetivando a análise da produção de mapas/representações expressando o sentido do lugar, por alunos do ensino médio.


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