INTERFACES DA GESTÃO ESCOLAR REVELADAS NOS DOCUMENTOS OFICIAIS LOCAIS DO MUNICÍPIO DE TANQUINHO

Maciela Mikaelly Carneiro de Araújo

Resumo


Ao longo do século XX muitos conceitos vêm sendo construídos, entre eles a definição de gestão escolar que, por sua vez, não se encerra no espaço da escola, mas tem ganhado o campo das políticas educacionais que, segundo Silva e Jacomini (2016), ainda é um campo em construção e transversal a diversos campos de conhecimento e da ciência em nosso país. Para que os estudos em políticas educacionais se consolidem torna-se necessário rigor epistemológico e metodológico, o que conota a responsabilidade e a seriedade com o trabalho de pesquisa e produção de conhecimento sobre a gestão escolar.
Considerando que todo campo de conhecimento não é estático nem neutro, os estudos sobre gestão escolar e suas interfaces, reveladas nos documentos oficiais locais, pretendem analisar este tipo de gestão como uma política pública, a qual, segundo Oliveira (2010, p. 93), “do ponto de vista etimológico, refere-se à participação do povo nas decisões da cidade, do território”. Esta concepção, assim, revela um modelo de gestão pautado no princípio democrático. Segundo Cury (2007, p. 493), “[...] a gestão democrática é, antes de tudo, uma abertura ao diálogo e à busca de caminhos mais consequentes com a democratização da escola brasileira [...]”.
A gestão escolar se destaca como uma política pública educacional, em que estão presentes conjuntos de intenções, de objetivos e de decisões. Nesse sentido, a forma como a educação escolar é concebida reflete suas características político-pedagógicas, pois desde que a gestão foi instituída
demanda um estabelecimento de regras próprias e da relação entre textos e contextos.


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