A EDUCAÇÃO CARTOGRÁFICA: DESAFIOS E LACUNAS NO ENSINO E APRENDIZAGEM1

Rafaela Santos Gonçalves

Resumo


Para que a cartografia seja, de fato, utilizada pelos aos alunos da escola básica é
necessário que se trabalhe focado em uma alfabetização cartográfica que permita aos
estudantes ler e interpretar aspectos expressos em diferentes materiais cartográficos, e
os utilize também para expressar suas interpretações de aspectos ligados à fenômenos
espaciais, articulando os saberes de sala de aula com o contexto social, isto é, com
“aquilo” que hoje ainda figura como uma exterioridade das discussões geográficas da
escola básica.
Compreender a cartografia escolar como linguagem e, portanto, como
possibilidade de expressão de conhecimentos dos estudantes acerca de questões
espaciais, amplia bastante seu escopo, especialmente quando se ultrapassa o
entendimento da cartografia como representação da realidade, expressa nos “mapas
oficiais”. A visão dominante da cartografia nas escolas é aquela das representações de
áreas – vistas a partir de cima – nas quais os objetos espaciais – sua composição e
arranjo – aparecem representados em formas, linhas e cores que definem um discurso
que organiza o espaço. Há, no entanto, outras possibilidades de se expressar os
fenômenos espaciais, outras leituras e escritas, que serão abordadas mais à frente.
Tomando como referência as noções de alfabetização cartográfica e mapeamento
consciente (Simielli, 1999), e os estudos que advogam uma posição favorável ao ensino
do espaço desde as séries iniciais com as “leituras de mundo” (Callai, 2005) propomos
estudar as perspectivas do estudo do espaço através da cartografia nas séries iniciais do
Ensino Fundamental em relação com as formas alternativas de leitura e escrita do
espaço, na fronteira com o espaço vivido e com diferentes formas de expressão dos
fenômenos no espaço.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.3973

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