PRODUÇÃO RECOMBINANTE DA ENZIMA LIGNINA PEROXIDASE DE Lentinus tigrinus EM CÉLULAS DE Escherichia coli.

Cleidineia Souza de Santana

Resumo


O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e etanol; de acordo com dados de 2017 da União da Indústria de Cana-de-açúcar (UNICA), entre 2016 e 2017, aproximadamente 652 mil toneladas de cana de açúcar foram comprimidas e 27,2 milhões de metros cúbicos de etanol foram produzidos, gerando uma grande quantidade de bagaço de cana.
A acumulação de resíduos agroindustriais devido às altas taxas de produção, muitas vezes, pode causar vários problemas de gerenciamento e eliminação. Existem muitos casos em que os resíduos agroindustriais têm sido indevidamente descartados, ou depositados em aterros, acarretando danos ambientais (Pellera, 2016).
Materiais lignocélulosicos são fontes abundantes de compostos orgânicos, apresentando grande potencial de uso como matéria prima em processos industriais para produção de alimentos, combustíveis, insumos químicos, enzimas e bens de consumo diversos (Latif; Rajoca, 2001). Uma grande variedade de fungos e bactérias consegue degradar esse material lignocelulósico usando uma bateria de enzinas hidrolíticas e oxidativas (Vitti, 1988).
Desse modo, o presente trabalho propõe avaliar a expressão da enzima Lignina peroxidase (LiP) do fungo Lentinus tigrinus e sua clonagem em células de E. coli objetivando-se uma futura aplicação na deslignificação no bagaço de cana.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.3985

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