IMOBILIZAÇÃO DA ENZIMA PEROXIDASE RAIZ FORTE (HRP) APRESENTA DIVERSIFICADAS APLICAÇÕES, EM SUPORTES HÍBRIDOS DE SÍLICA-POLISSACARÍDEO (AMIDO)

Ariana Sousa da Conceição

Resumo


A imobilização de enzimas em suportes híbridos mesoporosos (orgânico e inorgânico)
possui um grande potencial devido a que apresenta melhores características, quando
comparadas a enzima livre. A síntese destes suportes pode ser feita pelo método de cocondensação
a partir da utilização de aditivo inorgânico- tetraetil ortosliciato(TEOS) e
como aditivo orgânico o amido, na presença de ácido clorídrico à temperatura entre 80-
95°C.
O amido é um polissacarídeo de origem vegetal, biodegradável, biocompatível cujo não
apresenta toxidade. Ele é constituído por polímeros de amilase e de amilopectina, unidos por
ligações glicosídicas alfa da glicose. Por suas características químicas, bem como fácil de
obtenção, o amido é utilizado em indústrias alimentícias como espessante, e na indústria
farmacêutica como aglutinante nos processos de granulação, como diluente, desintegrante, entre
outros. O mesmo pode ser quimicamente modificado através de derivações, como a reticulação,
a eterificação, a esterificação e o enxerto de grupos funcionas em sua estrutura. (SAKEER et al.,
2017).

A estrutura química do amido facilita a obtenção de suportes híbridos insolúveis que sirvam
para imobilizar enzimas. Uma das técnicas mais utilizadas no processo de imobilização de
enzimas é a adsorção física. Este método se baseia na bioafinidade enzima-suporte.

Segundo Singh e colaboradores o método por adsorção física pode reduzir ou evitar a lixiviação
da enzima. A enzima pode-se ligar ao suporte orgânico ou inorgânico através de interações
adicionais covalentes ou não covalentes, o que ocasiona na diminuição da flexibilidade
estrutural da enzima e uma maior rigidez a enzima imobilizada, reduzindo a possibilidade de desnaturação (SINGH et al., 2013).


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.