RELAÇÃO ENTRE A GEOMORFOLOGIA E OS SÍTIOS DE OCORRÊNCIA DE INCÊNDIOS: UMA ABORDAGEM NO PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DIAMANTINA

Cândida Caroline Souza de Santana Leite

Resumo


As ocorrências de incêndios florestais em Unidades de Conservação ameaçam a preservação da biodiversidade e a manutenção dos processos ecológicos, devido às mudanças físicas, biológicas e químicas que produzem no ambiente (MIRANDA et al., 1996; MEDEIROS e FIEDLER, 2003).
Por outro lado, alguns estudos apresentam os incêndios florestais como parte dos processos ecológicos para certos tipos de vegetação que apresentam resposta positiva após a incidência do fogo. Diversas espécies, a partir do estímulo do fogo conseguem dispersar e germinar suas sementes, bem como têm sua floração estimulada (NEVES & CONCEIÇÃO, 2010; MIRANDA et. al., 2009; MOREIRA, 2000).
O Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), foi criado em 1985, com o objetivo de proteger amostras representativas da fauna e flora da Serra do Sincorá segundo o Decreto de Criação (N°. 91.655), (ICMBio, 2007).
Observa-se anualmente, durante a primavera, quando são registrados os menores índices pluviométricos, incêndios florestais devastadores, sendo este um dos graves problemas nesta Unidade de Conservação. Em períodos de seca (Setembro a Dezembro), o Parque realiza ações de combate a incêndios florestais, bem como atividades de controle e prevenção fora desta época.
De acordo com Silva (2013), a Chapada Diamantina é uma das regiões da Bahia mais assoladas por incêndios e dessa forma demanda de grande quantidade de recursos financeiros para o combate e controle de incêndios.
Sendo assim, o presente estudo pretende avaliar a relação entre os aspectos morfológicos e os sítios de ocorrência de incêndios no Parque Nacional da Chapada Diamantina, entre os anos 1998 e 2017.


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