INDUÇÃO DE CALOS EM DIFERENTES EXPLANTES DE Bauhinia monandra Kurz

Dinah Ise Jimenez Gonçalves e Costa Pinto

Resumo


A família Fabaceae possui grupos de vegetais que se destacam por possuir diversidades usos que as tornam importantes economicamente e ecologicamente. A Bauhinia monandra Kurz, conhecida popularmente como pata-de-vaca é uma planta exótica de porte arbóreo (RCPOL, 2016) e suas folhas são muito utilizadas no território brasileiro como fitoterápico no tratamento de diabetes (SANTOS et al., 2014). Possui propriedade hipoglicemiante comprovada (MENEZES, 2007).
Nesse sentido, os processos biotecnológicos que envolvem o cultivo in vitro de tecidos vegetais são de grande importância para a indústria farmacêutica, pois possibilita o aumento rápido do número de plantas a partir de uma quantidade pequena de material vegetal (FERNANDES, 2008), uma vez que no habitat natural os metabólitos secundários produzidos pelas plantas são em pequena quantidade, sendo insuficiente para atender a demanda industrial, além disso, o cultivo in vitro possibilita o controle do ambiente físico e obtenção de mudas em espaço físico e temporal reduzidos.
Dessa forma, a cultura de tecidos vegetais é um conjunto de técnicas utilizadas para propagar plantas dentro de recipientes fechados contendo meio de cultura adequado sob condições de assepsia, temperatura e iluminação controladas. Dentre estas técnicas tem-se a cultura de calos que vem sendo amplamente empregada na multiplicação in vitro de plantas e, sobretudo, de importância medicinal. Este método é capaz de promover a obtenção de microplantas por organogênese indireta, sendo que o mesmo passa, obrigatoriamente, pela fase de calo (GRATTAPAGLIA; MACHADO, 1998), o qual é uma massa de células desorganizadas e parcialmente indiferenciadas que variam quanto ao tipo, tamanho, conteúdo celular e espessura da parede (NARAYANASWAMY, 1977).
Múltiplos fatores tanto internos quanto externos influenciam a obtenção de calos in vitro. Para Vietz; San-José (1996), as condições para que a indução de calo seja bem sucedida dependem muitas vezes do suprimento exógeno de reguladores vegetais. Assim, dentre as auxinas e citocininas mais utilizadas para esta finalidade destacam-se 2,4-D (ácido 2,4 diclorofenoxiacético) BAP (6- Benzilaminopurina) e KIN (Kinetina), uma vez que, a auxina 2,4-D é a mais requerida no processo de indução da embriogênese somática (CALDAS et al.,1998) e os reguladores vegetais BAP e KIN
tem sido fontes de citocininas mais utilizadas na calogênese (NAGORI; PUROHIT, 2004).
Diversas espécies de plantas medicinais têm sido submetidas a experimentos de indução de calos utilizando reguladores vegetais, para os mais diversos fins, como podem ser observados nos trabalhos de Lameira et al. (1994), Becker (1997), Abreu (1998), Lameira (1997), Kajiki (1996), Cerqueira et al. (2002), Silva et al. (2003), Dar; Joshi (2005), Rodrigues; Almeida (2010). Em geral, concentrações semelhantes de auxina e citocinina no meio de cultivo geram a formação de calos, entretanto, o tipo de calo varia de acordo com o balanço hormonal utilizado para cada espécie e, sobretudo, com o tipo de explante utilizado.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4001

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