O MEIO FÍSICO DE FEIRA DE SANTANA E O DIREITO À CIDADE

Débora Pinto Lafaiete

Resumo


A análise do meio físico (relevo, geologia, água e clima) representa uma das principais bases para o estudo do processo de urbanização. Como se configura esse meio físico, se há planejamento de determinadas áreas urbanas, quais são os limites e as potencialidades relacionadas ao seu uso, são algumas questões que se pode explorar a partir da análise do meio físico.
As análises, sobre o meio físico e os processos de urbanização, existentes, dialogam diretamente com o estudo sobre o direito à cidade. Há limites em discorrermos sobre como os seres humanos organizam a vida nas cidades e as problemáticas envolvidas, sem a devida compreensão dos aspectos de urbanização de cada região.
Harvey (2014), um grande estudioso na área, inicia as discussões sobre o direito à cidade, demarcando duas grandes posições; uma refere-se à defesa que o direito a cidade é mais do que um direito/acesso individual, sendo assim, um direito coletivo, visto que, através do exercício do poder coletivo sobre os processos de urbanização, se faz possível reinventar e recriar o meio em que se vive; outra situa o estudo (direito à cidade) no atual modelo de sociedade, o capitalismo. Sendo esse último a base necessária para as análises contemporâneas.
Destarte, diante desses elementos gerais, o atual plano de trabalho “O Meio físico de Feira de Santana e o Direito à cidade” reafirma sua importância, visto que se objetiva relacionar esses aspectos (meio físico e direito à cidade) através dos estudos previamente realizados. Esses estudos tratam da realidade do meio físico do município de Feira de Santana, mais especificamente, seus 8 distritos (Bonfim de Feira, Ipuaçu, Jaguara, Maria Quitéria, Tiquaruçu, Humildes, Matinha e Jaiba), e foram realizados através dos antigos planos de trabalho de iniciação científica, vinculados ao projeto “Integração de Dados sobre os Aspectos do Meio Físico do Município de Feira de Santana, Ba”. Esses materiais possibilitam realizar um diagnóstico dessa relação com base no município de Feira de Santana, apontando seus limites e suas potencialidades.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4002

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