MAPEAMENTO PARTICIPATIVO DE RISCOS PERCEBIDOS POR PESCADORES (AS) DE COMUNIDADES TRADICIONAIS NA ZONA NORTE DA BAÍA DE TODOS OS SANTOS

Erika Silva Vieira Serbeto

Resumo


A Baía de Todos os Santos (BTS) é considerado o segundo maior acidente geográfico no Brasil, perdendo apenas em dimensão à Baía de São Marcos, no Maranhão, possuindo uma superfície de 1.233 km² (CRA, 2001). Ela pode ser compreendida como um grande complexo estuarino que conta com as contribuições significativas de rios do porte do Paraguaçu, da Dona, Subaé e Jaguaripe, além muitos outros de menor porte que deságuam em seu interior (BRITO, 2001, p.98). As regiões que contornam a BTS enfrentam, atualmente alguns desafios de delimitações concretas, além de desafios ocasionados pela intensificação do seu potencial turístico, que vem crescendo ao longo das décadas, bem como as novas formas de relação dessas regiões com a capital. A região também é bastante impactada por mudanças socioambientais marcantes em decorrência dos processos de industrialização e urbanização que só vêm se intensificando desde os 60s (BANDEIRA et al., 2009). Assim, existe uma carência de estudos com abordagens que tratem da percepção das comunidades e povos tradicionais a respeito dos riscos aos quais eles estão expostos bem como de abordagens que tratem a multidimensionalidade da sua percepção (MARANDOLA JR e HOGAN, 2004), uma vez que essas comunidades dependem diretamente dos ecossistemas e recursos naturais da baía para sua reprodução sociocultural. Partindo dessa realidade, o presente estudo teve como objetivo mapear de maneira participativa os riscos percebidos por membros de comunidades pesqueiras residentes na porção norte da Baía de Todos os Santos, em particular, do município de Madre de Deus.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4018

Apontamentos

  • Não há apontamentos.