Comportamento espectral dos solos, uma relação de cores e mineralogia

Valdinéia Gusmão Silva

Resumo


O solo é considerado um recurso natural básico para a humanidade, uma vez que, a partir dele são extraídas as substâncias necessárias para a manutenção da vida. De acordo com Moreira (2005), o solo pode ser determinado como um corpo natural da superfície terrestre cujas características são resultantes dos efeitos integrados do clima e dos organismos vivos sobre o material de origem, sendo influenciado pelo relevo durante um período de tempo. O estudo pedológico é divido em gênese e morfologia, física, química e mineralogia. Nos atributos morfológicos encontra-se a cor, está se destaca-se por ser uma das feições de mais fácil identificação, sendo utilizada na classificação e interpretação dos solos. As variadas colorações existentes no perfil são muito úteis à identificação e delimitação dos horizontes e, às vezes, ressaltam certas condições de extrema importância. Na definição das cores, a matéria orgânica, óxidos de ferro e demais minerais atuam como principais elementos influenciadores (LEPSCH, 2002).
Neste sentido, a utilização da Cartela de Munsell descrita por Cury et al (1993) como, um sistema de referências de cores do solo, especificando três variáveis que correspondem: o matriz, o valor e o croma e o uso da espectrorradiometria, definida como uma técnica do Sensoriamento Remoto, que consiste na obtenção do comportamento espectral de diferentes alvos. A partir da resposta espectral do solo foi possível identificar a composição mineralógica das amostras estudas. Tais técnicas mostraram-se bastante eficaz, possibilitando a identificação da relação existente entre as cores dos solos e sua composição mineralógica.
Este trabalho tem por objetivo identificar a relação existente entre as cores presentes nos solos e sua composição mineralógica, fazendo uso de duas técnicas de classificação.


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