Desenvolvendo um questionário para validação de programas voltados para pessoas portadoras do TEA

Victória Oliveira Gomes

Resumo


Indivíduos portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA) possuem certas
características e peculiaridades que devem analisadas e consideradas ao desenvolver
softwares e aplicações. Isso fornecerá uma base para que os desenvolvedores saibam
previamente as respostas que tais pessoas irão fornecer quando dados estímulos
específicos.
A criança pode, por exemplo, apresentar comportamentos obsessivos e ritualísticos,
como o apego à rotina rígida e a obsessão por objetos, enquadrando-se estes na
dificuldade de imaginação, que se estende às várias áreas do pensamento e prejudica
claramente qualquer tentativa de transmissão de conhecimento (Mello, 2001). Tais
características do espectro tornam o aprendizado de crianças autistas um processo difícil
(Farias, 2013).
Os profissionais encarregados pela terapia das crianças que possuem tal transtorno e os
pais e responsáveis que convivem com as mesmas podem ser auxiliados largamente
com a utilização da tecnologia. Jogos, por exemplo, são excelentes para transmissão de
conteúdo. Eles prendem a atenção da criança com mais eficácia e promovem um
aprendizado mais prazeroso, uma vez que proporcionam um ambiente de imersão e
interatividade (Aranha, 2006).
Assim, o desenvolvimento de um questionário para validar se um jogo é passível de ser
utilizado com indivíduos portadores do TEA visa justamente possibilitar que os
benefícios acima descritos sejam alcançados. Seu desenvolvimento é importante para
que não haja retrocesso ao utilizar esses games com as crianças, uma vez que, dada as
peculiaridades que acometem esses indivíduos, é fundamental que certos cuidados
sejam tomados.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4048

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