ESTUDO DE VARIABILIDADE ESTELAR EM ESTRELAS SUB ANÃS QUENTES USANDO A TÉCNICA DE ANÁLISE DE FLUTUAÇÕES DEPURADAS DE TENDÊNCIAS

Bianca Ramielly Bomfim de Jesus

Resumo


A Variabilidade estelar é uma das mais populares e dinâmicas áreas da pesquisa astronômica moderna, pois esta é uma propriedade que está presente na maioria das estrelas, e como tal tem muito a contribuir com a nossa compreensão das mesmas. Estrelas variáveis nos provêm com parâmetros adicionais (escalas temporais, amplitudes,...), os quais são disponíveis apenas para estrelas desse tipo. Estes parâmetros podem ser utilizados para deduzir propriedades físicas, como massa, raio, luminosidade, rotação, etc. Na astronomia observacional, os fenômenos de variabilidade podem ser observados através da fotometria da radiação eletromagnética proveniente da estrela, a qual é transformada em uma série temporal, a qual descreve como varia o brilho da fonte em função do tempo. Estas séries temporais, chamadas de curvas de luz, podem ser analisadas por diversos métodos, isto vai depender exclusivamente do objeto de interesse.
Uma classe de estrelas que tem despertado interesse são as estrelas sub anãs quentes, de tipo espectral O e B. Essas estrelas representam os estágios finais da vida de estrelas de baixa massa. Sendo encontradas entre a sequência principal e o ramo das anãs brancas no diagrama Hertzprung-Russel (HR).

A primeira estrela pulsante sdB descoberta foi EC 14026 e acabou tendo o nome de estrelas variáveis do tipo V361 Hya (Kilkenny et al., 1997). Estas estrelas apresentam-se como pulsadores multimodais com períodos típicos da ordem de 80-600s. A origem teórica destes objetos foi prevista por (Charpinet et al., 1996). Posteriormente, foram
encontradas estrelas deste tipo com períodos de longa duração e outras com propriedades híbridas (Krzesinski et al., 2014).
Lançado em 2009 pela NASA, a missão primária do satélite Kepler era identificar planetas equivalentes a terra pelo método de trânsito. Porém algumas estrelas da classe sdB (Sub Anãs de Tipo Espectral B) acabaram sendo encontradas no campo de observação do telescópio. Estas estrelas acabaram tendo especial atenção devido à raridade de se encontra-las e foram observadas no modo de curta cadência, o que se apresenta como uma grande oportunidade de se observar estes objetos com boa resolução temporal em uma escala de tempo muito longa. Estes dois aspectos observacionais juntos permitem avaliar como as pulsações variam com o tempo.
Os dados públicos do Kepler podem ser acessados no NASA exoplanet archive1. Os dados podem ser baixados em Longa Cadência (obtém uma integração a cada 30 min) ou no nosso caso, Curta Cadência (obtém uma integração a cada 58.85s).


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4063

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