A ELETRODINÂMICA DE SUPERCONDUTORES SEGUNDO LONDON- EFEITO MEISSNER E O COMPRIMENTO DE PENETRAÇÃO DE LONDON

Edine Silva dos Santos

Resumo


A teoria dos irmãos Fritz e Heinz London trouxe a partir de uma abordagem fenomenológica uma interpretação para o comportamento do supercondutor, mediante do modelo de dois fluidos, partindo do pressuposto de que enquanto alguns elétrons são descritos pela lei de Ohm, uma fração deles se comportam como superelétrons e são acelerados livremente quando sujeitos a um campo elétrico, (Ostermann,1998) não apresentando nenhuma resistividade, com isso obtiveram um parâmetro fundamental para a descrição do estado supercondutor, o comprimento de penetração de London, que mede o comprimento de penetração do campo magnético na superfície do material dando conta de descrever o efeito Meissner.
Quando o fenômeno da supercondutividade foi descoberto por Kammerlingh-Onnès em 1911, acreditava-se que se tratava de um condutor perfeito, ou seja, descrito pelas equações de Maxwell, porém Meissner e Ochsenfeld observaram que o campo magnético no interior do supercondutor era sempre nulo, independentemente de como se chegava à fase supercondutora, evidenciando que a amostra reagia a simples presença do campo e não apenas a sua variação no tempo, como descrito pela lei de Ampère, logo, a supercondutividade passou a ser tratada como um novo estado da matéria. Surgiu então a necessidade de modificar as equações usuais da eletrodinâmica clássica afim de dar conta de interpretar desse fenômeno.(Costa, 2011)(Pereira, 2013).
O trabalho a seguir traz uma abordagem de como obter as equações de London a partir de uma densidade de lagrangeana que inclua o termo de London através de um multiplicador de Lagrange, e de uma forma covariante,na densidade de lagrangeana do campo eletromagnético em presença de carga e corrente.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4068

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