ESTRATÉGIA DE MITIGAÇÃO CONTRA COLISÃO DE OBJETOS ESPACIAIS COM A TERRA: DISTRIBUIÇÃO DE ÓRBITAS COM SISTEMA DE PROPULSÃO PLASMA

Thamis Côrtes Freire de Carvalho Ferreira

Resumo


Em meados do século XX o estudo da Dinâmica Orbital tornou-se fundamental para se atingir objetivos importantes nas missões espaciais em todo mundo. Estas missões, envolvendo diversos tipos de manobras e veículos espaciais, atendem a muitos objetivos científicos. É conhecido que o ambiente espacial está cercado de corpos que descrevem as mais diferentes e peculiares orbitas. Alguns deles apresentam a característica de terem suas evoluções orbitais muito próximas a órbita da Terra. A esses corpos damos o nome de (objetos espaciais próximos da Terra) ou NEO.
Modelos de observação tem buscado determinar as dimensões e as variações de proximidade desses objetos em relação a Terra. Resultados expostos por (Rabinowitz Et a1, 2000) mostram que para uma região de estudo foram observados 20 NEO que apresentam diâmetros maiores do que 5 Km, cerca de 1500 foram catalogados como maiores do que 1Km e um número superior a 130.000 apresentaram dimensões superiores a 100m. Conhecendo os riscos de iminente colisão desses corpos com a Terra, medidas de emergência precisam ser criadas para uma possível interação com esses objetos, a essas intervenções dá-se o nome de mitigação. Dentre essas estratégias o impacto cinético que visa alterar a órbita do NEO através do envio de uma ou mais espaçonaves com carga útil muito grande para impactar diretamente o objeto em alta velocidade.
A eficácia desta estratégia depende não apenas da massa do alvo, mas também em qualquer melhoria liquida, resultante do material que está sendo jogado para fora do alvo, na direção oposta a da carga útil, após o impacto. Nesse ambiente de manobras de mitigação a busca por um sistema de propulsão cada vez mais eficiente tem sido o desafio de muitos cientistas e pesquisadores. A propulsão elétrica (plasma) tem se mostrado eficiente, mais econômica e viável nas missões espaciais das últimas décadas.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4082

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