A COLOCAÇÃO DOS PRONOMES CLÍTICOS NO PORTUGUÊS BRASILEIRO E NO PORTUGUÊS LUANDENSE: UMA CARACTERIZAÇÃO SOCIOLINGUÍSTICA

Manoel Crispiniano Alves da Silva

Resumo


A sócio-história do Português Brasileiro (doravante PB) foi marcada por sucessivos contatos linguísticos. Em princípio, entre os portugueses e os povos indígenas, falantes das inúmeras línguas autóctones. E, posteriormente, de forma mais acentuada com os negros escravizados, oriundos da África, que adquiriram a língua alvo (português) como segunda língua através da oralidade e de oitiva, sem passarem pelo crivo da educação formal. Entretanto, mesmo que tenha havido contexto favorável à formação de uma língua pidgin ou crioula, encontra-se desacreditada a hipótese que o PB é o resultado de um crioulo prototípico. Contudo, houve um processo de transmissão linguística irregular (LUCCHESI, 2001, 2015) deixando marcadas na gramática da variante brasileira, em especial na sua vertente popular. Assim, faz-se necessário realizar estudos contrastivos entre a variedade brasileira e a língua portuguesa falada em outras ex-colônias de Portugal, pois esse cotejo pode trazer elementos para o debate sobre a relevância do contato linguístico na formação sócio-histórica do PB. Desse modo, este trabalho visa a analisar a colocação dos pronomes clíticos no português falado em Luanda, capital de Angola, investigando os contextos sintáticos e os grupos de fatores que favorecem a variante proclítica em lexias verbais simples, ou seja, com um único verbo. Com os resultados aqui obtidos, procurou-se desenvolver um estudo comparativo com pesquisas já realizadas na realidade linguística do Brasil, em que foi investigado o fenômeno em foco nesta pesquisa, analisando, dessa forma, as semelhanças e as diferenças entre ambas as variedades do português.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4110

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