DESENHOS DAS AVENTURAS QUIXOTESCAS: UM ESTUDO DA LITERATURA CERVANTINA ATRAVÉS DAS ILUSTRAÇÕES DE GUSTAVE DORÉ

Wilton Alves Ferreira Júnior

Resumo


A imagem faz parte de todas as experiências humanas, se esta é uma experiência que toca só aos seres humanos ainda é uma questão, mas na nossa experiência ela tem um papel centrar assim como outras formas de relação social, o poder, a identidade, etc. Essa consideração nos leva a alguns paradoxos interessantes, quando pensamos como academia tem tratado a imagem ao longo do tempo, sobre a competição entre os enunciados textuais e visuais.
Na academia ainda é muito comum que os historiadores usem as imagens reduzindo-as à uma função figurativa, noutras vezes as imagens são usadas para ilustrar conclusões que o autor já havia chegado por outros meios, uma espécie de “carimbo da verdade” (algo que precisa ser prontamente desmistificado). As razões para esta subutilização são muito variadas, sendo a mais comum delas a ausência de um letramento imagético, que restringe ao pesquisador das ferramentas metodológicas e conceituais necessárias para um trabalho competente com imagens. O enraizamento de uma cultura bacharelesca ligada essencialmente ao texto verbal, institui que passemos grande parte do tempo sendo letrados na leitura exclusiva de textos verbais, tanto no nível da educação básica quanto no ensino superior.
Ao transformar o discurso verbal em visual, o ilustrador indica novas possibilidades de conhecer, interpretar e ultrapassar o texto ampliando a experiência imersiva, para além da rigidez da palavra, oferecendo à imaginação do leitor novas espacialidades, expressões e sentidos, com as quais ele pode construir sua própria narrativa.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4124

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