MACHADO DE ASSIS E A TRAGICIDADE MODERNA

Evellin Naianna Souza Oliveira Gomes

Resumo


Busca-se, através deste trabalho, abordar os fundamentos do trágico moderno e antigo, encontrados em “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1880), de Machado de Assis. Notou-se a presença maciça de questões trágicas no cotidiano dos personagens analisados. Acontecimentos reais e imaginários desencadeavam diversos momentos de questionamento, imersão em si, sendo necessária uma análise dos personagens sobre a própria vida e seu percurso. A tragédia clássica grega trabalha com questões individuais do homem que incidem sobre o coletivo; a tragédia moderna lida com questões filosóficas atemporais e mais as questões próprias da modernidade. Para construção do trabalho, buscou-se base em artigos como o de Santos (2005), Barbosa (1989), Paz (1984), e, também, uma busca direta a partir de análises da obra de Sófocles, “Édipo Rei”.
Reconhecer a tragicidade, seja ela clássica ou moderna, é de grande importância para que se construa uma leitura aprofundada do texto, aproximando o leitor da obra que lê, convidando-o a refletir, em busca de novas leituras que complementem os sentidos encontrados. Tal reconhecimento faz ligação com o elemento central da pesquisa desempenhada: a intertextualidade, termo desenvolvido por Kristeva (1974) e abordado por Santos (2008).


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4126

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