Entanoneura costalis

Hémille Mariane Dias Oliveira

Resumo


A família Mantispidae Leach, 1815 é composta por insetos holometábolos que apresentam pernas anteriores raptoriais, olhos grandes e usualmente protórax alongado, o que os faz serem semelhantes morfologicamente aos louva a deuses (Mantodea) (Cannings & Cannings, 2006) (Freitas & Penny, 2012. Os Mantispidae são classificados em quatro subfamílias Calomantispinae, Drepanicinae, Mantispinae e Symphrasinae. Considerados insetos cosmopolitas, são encontradas cerca de 44 gêneros e 410 espécies (Ohl, 2004) em todos os continentes, exceto a Antártida. No Brasil, apenas três das quatro subfamílias são registradas: Drepanicinae, Mantispinae e Symphrasinae (Freitas & Penny, 2012), que são divididas em 13 gêneros e 51 espécies (Oliveira & Bravo 2016).
O Nordeste brasileiro conta com pouca informação publicada sobre os mantispídeos. Os registros são para duas das três subfamílias presentes no Brasil, sendo elas Mantispinae e Symphrasinae totalizando cinco gêneros e oito espécies, Buyda phthisica, Dicromantispa debilis, Dicromantispa gracilis, Dicromantispa leucophaea, Leptomantispa axillaris, Zeugomantispa compellens e Zeugomantispa virescens da subfamília Mantispinae (Machado e Rafael, 2010) e Trichoscelia varia da subfamília Symphrasinae (Penny e da Costa, 1993). Esse estudo visou formular uma lista de espécies coletadas na região Nordeste do Brasil para divulgação do conhecimento científico acerca das espécies de Mantispidae registradas e com novos registros, com base no material depositado na Coleção Professor Johann Becker do Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (MZFS)
MATERIAL E MÉTODOS OU METODOLOGIA (ou equivalente)
Os espécimes pertencentes à família Mantispidae estão depositados na Coleção Professor Johann Becker do MZFS, são de várias localidades do Brasil, com um número maior de indivíduos coletados no Nordeste brasileiro. Os espécimes estão montados em alfinete entomológico e em álcool 70%.
Os espécimes em álcool 70% foram montados em alfinete entomológico com a asas do lado direito abertas para melhor visualização e secos em estufa a 42 °C por pelo menos cinco dias. Após esse período, foram etiquetados e receberão um número de tombo do Museu.
Para a identificação dos espécimes, foi retirada a parte apical do abdômen e colocadas em ácido lático quente por até 30 minutos para clareamento das partes esclerotizadas. As terminálias foram examinadas sob lupa e microscópio. Foram utilizadas as chaves de identificação presentes nos trabalhos de Camacho & García (2015); Machado & Rafael (2010); Penny & da Costa (1983). Todos os espécimes de Mantispidae após o estudo, foram depositados no MZFS.


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