CARACTERIZAÇÃO PALINOLÓGICA DE ESPÉCIES DE MICROPHOLIS (GRISEB) PIERRE (SAPOTACEAE) PARA A BAHIA

Jamile de Jesus Peixoto

Resumo


Sapotaceae é uma família botânica pertencente à ordem Ericales (APG IV), com aproximadamente 1.309 espécies distribuídas ao longo da região neotropical (Faria, et al, 2017). As principais características desta família são a presença de látex, folhas em disposição alternas ou raramente opostas, geralmente sem estípulas, e o hábito arbóreo ou arbustivo. Sapotaceae possui importância econômica com látex e madeira, utilizados para produção de borracha e móveis (Pennington, 1990). No Brasil, é representada por 12 gêneros e 234 espécies (Flora 2020). Dentre estes 12 gêneros, Micropholis destaca-se por ser o terceiro maior da família e possuir distribuição exclusivamente neotropical, ocorrendo no Centro e Sul da América e Índias Ocidentais. Micropholis caracteriza-se principalmente por ser árvores ou arbustos com folhas de nervuras finamente estriadas e estritamente paralelas umas às outras, havendo pouca diferenciação entre a nervura de segunda e terceira ordem (Pennington, 1990). Economicamente fornece produtos, assim como a família, com ênfase para espécie M. venulosa comumente conhecida como curupixá, por ser muito utilizada na indústria madeireira (Cruz & Carvalho, 2003). No Brasil, o gênero é representado por 29 espécies, sendo referidas para a Bahia sete espécies (Carneiro, et al, 2015). Das espécies referidas para a Bahia, quatro encontram-se na Lista Vermelha da Flora do Brasil, com destaque para M. emarginata considerada endêmica da Bahia e listada como “em perigo de extinção” (EN., CNCFlora 2018). Até o momento inexistem trabalhos palinológicos para as espécies deste gênero na Bahia, elevando a importância em reunir maiores características destes táxons. Sabendo-se da importância econômica do gênero e pela baixa disponibilidade de dados na literatura, este trabalho objetivou caracterizar a morfologia polínica das espécies de Micropholis que ocorrem na Bahia, a fim de contribuir para taxonomia e um melhor conhecimento do grupo, além de ampliar a coleção da Palinoteca do Estado.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4138

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