CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E FATORES ASSOCIADOS À CRONIFICAÇÃO EM INDIVÍDUOS ACOMETIDOS POR CHIKUNGUNYA NO MUNICÍPIO DE FEIRA DE SANTANA, BAHIA

Nadja Layane Gomes Santiago

Resumo


Chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus chikungunya (CHIKV) transmitida
aos humanos através da picada das fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus
infectados (Schuffenecker et al, 2006).
Em 2017, foram registrados 185.854 casos prováveis de febre de chikungunya no país.
Em 2018, até a semana epidemiológica (SE) 7 (31/12/2017 a 17/02/2018), foram registrados
7.406 casos prováveis, com uma incidência de 3,6 casos/100 mil habitantes (Brasil, 2018).
A maioria dos indivíduos infectados pelo CHIKV desenvolve sintomas, alguns estudos
mostram que até 70% apresentam infecção sintomática (Brasil, 2017). O CHIKV pode causar
doença aguda, subaguda e crônica (Sergon et al., 2008). A fase aguda ou fase febril é
caracterizada principalmente por febre de início súbito e surgimento de intensa poliartralgia,
geralmente acompanhada de dores nas costas, rash cutâneo (presente em mais de 50% dos
casos), cefaleia e fadiga., com duração de 15 dias. Alguns pacientes evoluem para a fase
subaguda, na qual a febre normalmente desaparece, podendo haver persistência ou agravamento
da artralgia, com duração de até três meses. A doença crônica é definida pela persistência de
sintomas por mais de três meses. (Brito, 2016; Brasil, 2017). Os principais fatores de risco para
a cronificação são: idade acima de 45 anos, significativamente maior no sexo feminino,
desordem articular preexistente e maior intensidade das lesões articulares na fase aguda (Brasil,
2017).
A chikungunya tem caráter epidêmico com elevada taxa de morbidade associada à
artralgia persistente, tendo como consequência a redução da produtividade e da qualidade de
vida. O risco de transmissão da doença no país é grande, haja vista que o mosquito Aedes pode
ser encontrado em praticamente todo território nacional, e a situação é considerada como uma
emergência epidemiológica para o município e para o Brasil. Por se tratar de uma doença de
introdução recente no país, cuja produção científica local e experiência clínica são incipientes,
existem inúmeras dúvidas relacionadas com a “história clínica natural” da enfermidade.
Dessarte, o objetivo do presente estudo foi descrever os aspectos clínicos da fase aguda e
identificar possíveis fatores associados à cronificação da doença nos indivídios acometidos por
Chikungunya no período de 2014 a 2018, no município de Feira de Santana, Bahia.


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