ANÁLISE DE FLUXO DE NUTRIENTES COM FOCO NO SETOR DE SANEAMENTO DO ESTADO DA BAHIA

Ana Caroline Bastos Lima de Souza

Resumo


De acordo com a United Nations (2015), espera-se que a população mundial alcance 8,5 bilhões de pessoas até 2030, aumentando para 9,7 bilhões em 2050. Esse crescimento populacional aumentará a demanda de alimentos e poderá induzir conflitos de demanda e oferta, colocando em discussão a segurança alimentar. Levando em consideração a interdependência entre alimento, água e energia (nexus), a elaboração de estratégias que promovam a sustentabilidade da sociedade se torna imprescindível.
O uso de fertilizantes químicos nos sistemas agrícolas foi fundamental para suprir a crescente demanda mundial por alimentos. Entretanto, a grande produção de nitrogênio e fósforo reativos através de processos que possuem uma alta demanda de energia e de recursos naturais, também foi a principal causa das mudanças dos ciclos biogeoquímicos terrestres, os quais já ultrapassaram os limites planetários propostos por Rockstrom et al. (2009) para uma operação sustentável.
Além disso, nosso modelo convencional de saneamento desperdiça uma grande quantidade de nutrientes, os quais são despejados nos corpos hídricos e passam a atuar como poluentes (BOUWMAN et al., 2013). Esse tipo de gestão demanda altos investimentos financeiros, ao mesmo tempo em que contribui para a superexploração de fontes renováveis de água e o empobrecimento do solo.
Este estudo faz uma análise de fluxo de materiais (AFM) visando obter um melhor entendimento à respeito do gerenciamento de recursos. Através do monitoramento e quantificação de cada fluxo, conseguimos ter uma noção do quanto é desperdiçado e prever os benefícios de ações que, a partir de uma visão que considere os resíduos como recursos, garantam o fechamento do ciclo de nutrientes.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4168

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