ATIVIDADE BIOINSETICIDA DO EXTRATO DE SISAL (Agave sisalana) NO CONTROLE DE COCHONILHA DE ESCAMAS EM PALMA FORRAGEIRA

Rafael Cruz Cordeiro

Resumo


No processo de beneficiamento apenas 4% do conteúdo da folha do sisal é aproveitado como fibra dura. Com os materiais restantes são gerados resíduos sólidos e líquidos, os quais representam respectivamente 16% e 80% do total, e são usualmente descartados.
Os resíduos líquidos do sisal são considerados como alternativa de bioherbicidas e de bioinseticidas nas culturas do milho e do algodão (ABADIA, 2014).
Além do sisal, a palma forrageira (Opuntia fícus-indica Mill e Nopalea cochenillifera Salm – Dyck) é extremamente importante para a economia da região Semiárida, sendo a principal fonte de alimentação da pecuária nos períodos de seca (MOURA, 2012).
Dentre as pragas que afetam a planta, a cochonilhas de escamas (Diaspis echinocacti Bouché 1833) é uma dos principais obstáculos para a expansão da cultura da palma forrageira no Brasil, por que tornam cultivos inviáveis e devastam a produção, causa dano espoliativo, sugando a seiva das plantas e causando clorose aos cladódios, expondo a planta à micro-organismos que os apodrecem, levando à sua queda e morte (SOUZA et al., 2014; ROCHA, 2012; MOURA, 2012).
Uma das perspectivas no Brasil é a ampliação da sua área plantada, diante do agravante das mudanças climáticas. Então, a mercê disso espera-se que os problemas fitossanitários se tornem proporcionalmente maiores, com o aumento na frequência e severidade do ataque de pragas e doenças (ROCHA, 2012; VASCONCELOS, et al., 2009). Diante dessas iminentes ameaças, se faz necessário a buscar por alternativas estratégicas para o controle e amortização de problemas futuros, com a utilização de recursos sustentáveis.
Este estudo investigou o desempenho do resíduo líquido de sisal no controle de cochonilha de escamas na palma forrageira.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4197

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