OTIMIZAÇÃO DE PROTOCOLO PARA EXTRAÇÃO DE DNA EM PHYSALIS IXOCARPA E PHILADELPHICA

Gabriela Barreto Mota

Resumo


O gênero Physalis L. pertence à família Solanaceae e possui cerca de 90 espécies americanas,
com exceção da espécie euroasiática Physalis alkekengi L. (Whitson e Manos, 2005). Apesar de
seu cultivo não ser tão difundido quando comparado ao de outras frutíferas, de acordo com a
literatura, algumas espécies desse gênero apresentam boas perspectivas de comercialização,
tanto nacional quanto internacionalmente, em virtude, principalmente, do seu elevado conteúdo
nutricional e das propriedades medicinais, capazes de proporcionar diversos benefícios à saúde
humana. A P.philadelphica Lam, é largamente utilizada no setor alimentício, onde seus frutos se
destacam como importantes ingredientes na culinária internacional. De acordo com Nee (1986),
em alguns lugares do México, o fruto dessa planta é mais utilizado na culinária do que o tomate
tradicional (Lycopersicon esculentum). Apesar da relativa escassez de informações sobre esse
gênero, o número de estudos que vêm sendo desenvolvidos na tentativa de explorar o potencial
nutracêutico que essas plantas apresentam é crescente, evidenciando a potencial relevância do
gênero Physalis para a sociedade.
O melhoramento genético objetiva a melhoria de caracteres qualitativos e quantitativos, e para
isso, busca-se quantificar e ampliar a variabilidade genética das espécies estudadas. Devido à
importância da biotecnologia como ferramenta para auxiliar o programa de melhoramento
genético de uma espécie, faz-se necessário o conhecimento sobre a constituição genética dos
indivíduos, para que se possa realizar modificações desejadas, como seleção de caracteres de
interesse. À vista disso, a primeira etapa para a análise inicial do genótipo e sua posterior
manipulação, consiste na extração de DNA, que é o primeiro passo para utilizá-lo em técnicas
moleculares. Ademais, para que as etapas subsequentes do estudo molecular obtenham êxito, o
principal requisito que deve existir refere-se à qualidade do material extraído. Por conta disso,
existem diferentes protocolos de extração de DNA que variam em função da espécie e do tecido
a ser utilizado, além da possibilidade da realização de ajustes nesses protocolos, visando uma
otimização dos mesmos, e uma melhor adequação ao experimento (COSTA, 2001). Sabendo da
importância atribuída as espécies do gênero Physalis, este trabalho objetivou a realização de
ajustes nos protocolos de extração de DNA das espécies de Physalis ixocarpa e Physalis
Philadelphica, a fim de obter DNA em boa quantidade e qualidade, com a finalidade de
selecionar genótipos promissores para serem utilizados em futuros trabalhos de melhoramento
genético com estas espécies.


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