DA CASA PARA “CIDADE”: NOVAS E VELHAS RELAÇÕES DE HUMILDES NA REDE URBANA

Vanessa Conceição dos Anjos

Resumo


Nota-se que a cidade de Feira de Santana tem grandes desafios a enfrentar, devido ao modo como urbanização ocorreu, principalmente à implantação das áreas de industriais. Como tal dinâmica ocorreu fora dos limites das áreas “urbanizadas”, carregou consigo novas condições urbano-industriais, que influenciaram a produção e reprodução do espaço geográfico em outras áreas do município. Assim, surge um novo molde para Feira de Santana, que produz contradições sociais, ocasionadas pela atividade industrial, no contexto da desigual sociedade capitalista, como as que podem ser verificadas em Humildes.

A vila Humildes, após a implantação do polo industrial na BR- 324, vem passando por mudanças significativas em relação tanto a sua forma, quanto ao conteúdo. Apresenta nova dinâmica urbana, sobretudo, porque está localizada próxima a muitas indústrias do supracitado polo, o que a torna local de atração de mão de obra. No entanto, nota-se que, no âmbito das condições de vida, a vila não acompanha os avanços que, teoricamente, seriam trazidos pela atividade industrial. O crescimento urbano e a dinâmica econômica parecem ser incompatíveis com a economia gerada ao seu redor.

Na realidade, a rede urbana é resultado da própria história do desenvolvimento econômico de uma região, país, pois é por intermédio da rede urbana, tendo-a como base material, que as elites econômicas e políticas fazem a gestão do território (SOUZA, 2003).

Assim, desenvolve-se este texto que considera as relações entre a cidade e sua hinterlândia, constituída por centros urbanos menores e as áreas rurais. E assim analisar a rede urbana e seu papel importante para o desenvolvimento de Humildes.

 


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.4362

Apontamentos

  • Não há apontamentos.