CISTERNA DE POLIETILENO X CISTERNA DE PLACA: DO COMBATE À SECA A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO.

Kamilla Ferreira Santos

Resumo


O artigo aborda duas políticas públicas de acesso à agua para consumo humano e suas implicações socioeconômicas. Ambas tem a mesma finalidade de captar e armazenar água da chuva para as famílias residentes da zona rural do semiárido baiano, no entanto, a gênese e a implementação das políticas públicas diferem, pois, a cisterna de polietileno pode ser considerada como uma tecnologia tradicional voltada para a concepção do combate à seca, enquanto a cisterna de placa, idealizada pelas comunidades rurais e adotada movimentos sociais, que originou o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) gerenciado pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), é uma tecnologia social. Os projetos executados em parceria entre a ASA e o Estado surgiram a partir de processos de mobilização e organização social, de articulação política dos/as agricultores/as familiares, das comunidades rurais, e, principalmente, dos Movimentos Sociais numa releitura do Semiárido, ou seja, da adoção da ideia de convivência com o semiárido. Portanto, este artigo propõe avaliaro surgimento e execução dessas políticas abordando a transformação espacial que resulta em novas territorialidades.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/sitientibus.v0i54.4559

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ISSN Versão Impressa 0101-8841