Painel do Vasto Sertão

Rubens Alves Pereira

Resumo


Em 10 de janeiro de 1977, por um decreto municipal, foi extinta a Feira-Livre que se estendia pela principal avenida, a Getúlio Vargas, e ruas e praças do centro de Feira de Santana, cidade que traz no nome e na própria origem a
marca desse tradicional comércio de rua. Quando extinta, já se caracterizava como uma das maiores feiras livres do interior do Nordeste, atraindo milhares de pessoas da zona rural e das mais diversas cidades da região, com seus
comerciantes, lavradores, vaqueiros, cordelistas, cantadores, biscateiros, donas-de-casa e um sem-número de tipos populares que faziam daquela
grande feira um evento único não apenas em termos comerciais, como também na articulação de uma dinâmica sociocultural das mais ricas e complexas no universo popular. Lênio Braga, sensível a essa realidade, busca sobretudo no espírito da feira livre a variedade de tipos e textos, de tratos e trocas que irão alimentar os vastos registros culturais e os diversos regimes
expressivos e simbólicos do seu mural. 


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/lm.v1i1.1720

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Revista Légua & Meia

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

A Revista Légua & Meia está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.