O ESTATUTO LITERÁRIO d’Os Sertões

Jorge Araújo

Resumo


Na travessia leitora de Os sertões – o que todo brasileiro deveria percorrer, pelo menos a cada nova década – a primeira impressão não é nada desvanecedora, a que se insinua em nosso espírito à primeira vista: de que seja um livro massudo, um tratado de aparência moral, com o manto genético das formulações científicas. Por causa disso, há quem prefira saltar as duas primeiras seções da obra – “A Terra” e “O Homem” – indo direto ao relato da terceira – “A Luta” – onde se encontram as peripécias de verdadeira odisséia nos grotões sertanejos. Logo de início, a linha de força do relato
assume tonalidades de um determinismo cientificista que, a princípio, subordina o teor de percepção de Euclides da Cunha numa direção unívoca, chã, da fatalidade étnica operando as ações, combinadas pela persuasória limitação interrelacional entre a terra (geografia, natureza), o homem (vezos antropológicos e psicológicos), restando à luta o comprometimento com o estatuto literário (pelo épico da narrativa) e o histórico no entrechoque da identidade brasileira em republicanismo ainda nos cueiros. 


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/lm.v1i1.1721

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