Ironia em moto perpétuo: Eça de Queirós e as cenas portuguesas

Alana de Oliveira Freitas El Fahl, Juliana Rodrigues Salles

Resumo


Eça de Queirós é um dos escritores que mais conseguiram realizar o retrato fiel da sociedade em que estava inserido: o Portugal da segunda metade do século XIX. Boa parte de sua obra representou a decadência de sua pátria e os vícios sociais mais predominantes. Nesse artigo é analisado o recurso da ironia, habilmente utilizado pelo escritor para tratar com sarcasmo, sátira e pessimismo os trágicos temas em dois dos seus principais romances: O crime do padre Amaro e O primo Basílio, reiterando que suas questões vão muito além de histórias de amor com trágicos desenlaces, são obras que abarcam questões mais abrangentes e complexas do que o romance, mas que a escrita de Eça de Queirós revela apenas aos olhares mais atentos.


Palavras-chave


Eça de Queirós; O Primo Basílio; O crime do Padre Amaro; Ironia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/lm.v10i1.3650

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