FILOGENIA DE CATTLEYA SEÇÃO CATTLEYA BASEADO EM DADOS DE SEQUÊNCIAS DE DNA.

Carlos Eduardo Santos de Jesus

Resumo


Dentro do presente estudo, o objetivo de análise do gênero Cattleya contem, após englobar espécies
anteriormente alocadas em Laelia e Sophronitis, um intrincado sistema de classificação
infragenérica (van den Berg 2014). É possível observar em seu sistema relações entre gêneros e
seções obtidos em trabalhos anteriores na subtribo Laeliinae, que amostraram extensamente
Cattleya, Laelia e Sophronitis (van den Berg et al. 2000; van den Berg et al. 2009), com sequências
de ITS nuclear e trnL-F e matK (plastidiais). Essas filogenias indicaram um grupo, que foi chamado
de seção Cattleya, e que inclui a espécie tipo do gênero (Cattleya labiata Lindl.) e outras 16
espécies estreitamente relacionadas. Este grupo contém as espécies mais vistosas, mais importantes
economicamente e mais utilizadas para fazer híbridos articificiais (van den Berg 2005).
O maior problema na seção Cattleya é para estabelecer suas relações com o pequeno grupo de
espécies com sistema de polinização distinto (espécies de flores pequenas e pouco vistosas, C.
iricolor Rchb.f. C. luteola Lindl., C. mooreana Withner, Allison & Guenard), que aparece sendo do
grupo irmão em estudos da região nuclear ITS. Há um grupo com morfologia muito similar à seção
Cattleya (C. wallisii (Rchb.f.) Rchb.f. C. lueddemanniana Rchb.f. C. lawrenceana Rchb.f) se
mostraram como sendo distantemente relacionado, por vezes próximo das espécies transferidas de
Laelia (com ITS, van den Berg et al. 2000), ou constituindo um grupo à parte em genomas de
plastídeos. O pequeno grupo foi chamado seção Lawrenceanae no trabalho sobre a taxonomia
infragenérica de Cattleya (van den Berg 2014). A partir de um estudo feito com as espécies
bifoliadas do gênero (subgênero Intermedia) foram selecionadas as regiões com grande potencial
para resolver relações filogenéticas entre espécies de Cattleya (Santos 2011). Por essa razão foi
proposto no presente artigo sequenciar estas regiões para resolver a filogenia das espécies da seção
Cattleya. Onde seriam sequenciada regiões não codificantes plastidiais (espaçadores trnS-G, rpl32-
trnL, trnD-T, psbA-trnH, íntron e espaçador trnL-F, íntron rps16, matK e íntrons de trnK) em
adição às sequências de ITS já existentes. Além de resolver as questões do posicionamento e
delimitação da seção, a partir das relações entre as espécies, poderemos fazer um estudo de datação
molecular e estudar os padrões biogeográficos, já que as espécies da seção Cattleya se distribuem
sempre em habitats alopátricos em regiões montanhosas do leste do Brasil, Venezuela, Côlombia,
Ecuador e Peru. No caso da análise biogeográfica, existe grande interesse em estimar a data em que
o grupo dispersou dos Andes para a floresta Atlântica.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2169

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