ESTUDO DA EXPRESSÃO DA ENZIMA LIGNINA PEROXIDASE DE LENTINUS TIGRINUS E SUA CLONAGEM EM CÉLULAS DE E. COLI

Cledineia Souza de Santana

Resumo


O Brasil apresenta vantagens para o desenvolvimento de uma indústria baseada em matérias-primas renováveis devido à vasta biodiversidade existente em seu território, cultivos agrícolas em grande extensão, diversidade de clima, cujo bioprocessamento desperta grande interesse econômico e social (COUTINHO, BONTEMPO, 2010). Atualmente os resíduos agroindustriais vêm aumentando com o processo de industrialização. A utilização desses resíduos em bioprocessos como substrato alternativo pode solucionar problemas ambientais causados por sua disposição incorreta, além de agregar valor a eles. (PANDEY; SOCCOL; MITCHELL, 2000).
Uma grande variedade de fungos e bactérias consegue degradar esse material lignocelulósico usando uma bateria de enzinas hidrolíticas e oxidativas (VITTI, 1988). As enzimas ligninolíticas se destacam entre as oxidorredutases, atuando sobre seus substratos de forma difusa, não-específica, por vezes indireta e orientada basicamente pelas diferenças entre os potencias de oxidorredução dos substratos e enzimas e agem via mediadores não proteicos (ESPOSITO; AZEVEDO, 2004). O sistema ligninolítico básico é formado pelas enzimas denominadas fenoloxidases, onde estão a lacase e a tirosinase, e as peroxidases. As peroxidases, por sua vez, são constituídas pela peroxidase dependente de manganês (MnP) e pela lignina peroxidase (LiP) (HATAKKA, 1994; HOFRICHTER, 2002).
Desse modo, o presente trabalho propõe avaliar a expressão da enzima Lignina peroxidase (LiP) do fungo Lentinus tigrinus e sua clonagem em células de E. coli objetivando-se uma futura aplicação na deslignificação no bagaço de cana.


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2171

Apontamentos

  • Não há apontamentos.