MORFOLOGIA POLÍNICA COMO SUBSÍDIO À TAXONOMIA DAS ESPÉCIES DE MICROPHOLIS (GRISEB.) PIERRE DA BAHIA

Jamile de Jesus Peixoto

Resumo


Sapotaceae compõe a flora da Bahia, ocupando lugar de destaque pela combinação do
látex juntamente com o arranjo e venação das folhas. Economicamente, oferece produtos
como a madeira e o látex na produção de artigos e goma de mascar respectivamente
(Pennington, 1990). A família possui em torno de 232 espécies citadas para o Brasil
atualmente, distribuídas em 12 gêneros (Carneiro et al, 2017). Micropholis (Griseb.)
Pierre é o terceiro maior gênero, caracterizado por árvores ou arbustos com nervação
broquidódroma e folhas espaçada. As flores são unissexuais (dioicas), diclamídeas, cálice
de único verticilo com (4)-5 sépalas e estames, sendo este último fixado na parte superior
do tubo da corola (Pennington, 1990). No Brasil estão aceitas 29 espécies, diferindo do
registrado para a Bahia, com sete espécies até o momento. M. emarginata T.D. Penn. e
M. crassipedicellata (Mart. & Eichler) Pierre (componentes deste gênero no estado)
encontram-se na Lista Vermelha da flora do Brasil, classificadas sob risco de extinção
(EN) e baixo risco (LC) respectivamente. Devido a escassa literatura e problemas na
identificação taxonômica, o presente estudo objetivou caracterizar a morfologia polínica
das espécies de Micropholis, de ocorrência na Bahia, como auxilio a taxonomia do grupo.
Desta maneira, realizar um levantamento de caracteres importantes na delimitação
taxonômica, bem como, contribuir com o estabelecimento de dados que possam ser
utilizados em uma chave de identificação, e consequentemente, aumentar as informações
na literatura (palinoteca do Estado). Outro quesito importante baseia-se em ampliar
informações de Micropholis afim de contribuir/auxiliar em futuros projetos de
conservação para espécies ameaçadas.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2220

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