EFEITO DAS AUXINAS ÁCIDO INDOLBUTÍRICO (AIB), ÁCIDO INDOLACÉTICO (AIA) E ÁCIDO NAFTALENOACÉTICO (ANA) NO ENRAIZAMENTO in vitro DE Myracrodruon urundeuva FR. ALL.

Rosembrando Sosthenes Leite Filho

Resumo


A aroeira-do-sertão (Myracrodruon urundeuva Fr. All.) é uma árvore pertencente à família Anacardiaceae que apresenta distribuição natural limitada à América do sul sendo encontrada em formações vegetais de caatinga, cerrado e floresta pluvial (LORENZI; MATOS, 2002). A espécie possui madeira de coloração pardo-avermelhada, muito dura e imputrescível, sendo bastante utilizada para obras externas e construção civil (LORENZI, 1998).
Além das características já mencionadas, a aroeira-do-sertão possui ainda uso medicinal, sendo empregada no tratamento de hemorragias, infecções respiratórias, urinárias e distúrbios no sistema digestório (MATOS, 1999). Em virtude dos múltiplos usos destinados à M. urundeuva, esta vem passando por um processo de exploração intensa, de forma predatória, causando a devastação de suas populações naturais (BRANDÃO, 2000), sendo, portanto, considerada uma espécie ameaçada de extinção (MMA, 2008). A cultura de tecidos vegetais possui um papel importante na preservação e multiplicação de espécies que estejam em vias de extinção, sendo a micropropagação uma via que proporciona a obtenção de um número elevado de mudas com estabilidade genética e qualidade fitossanitária, em curto espaço de tempo e em qualquer época do ano.
O enraizamento é uma das fases mais difíceis da micropropagação, sendo influenciada pelo meio de cultura, auxinas e suas concentrações (LEITZKE et al. 2009). Para Costa et al. (2008) esta etapa é fundamental, pois a obtenção de um sistema radicular funcional e uniforme é requisito básico para alcançar elevadas taxas de sobrevivência na fase da aclimatização. Nesse sentindo, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes concentrações das auxinas ácido indolbutírico (AIB), ácido indolacético (AIA) e ácido α-naftalenoacético (ANA) no enraizamento in vitro de M. urundeuva.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2225

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