DISTÚRBIOS PSÍQUICOS MENORES (DPM) E QUALIDADE DE VIDA DOS ENFERMEIROS DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE FEIRA DE SANTANA, BAHIA.

Jamille Prado Oliveira Santos

Resumo


O Programa Saúde da Família (PSF) foi criado em 1994 pelo Ministério da Saúde.
Atualmente chamado Estratégia Saúde da Família (ESF), é um modelo prioritário para a
reorganização da atenção básica à saúde no Brasil, configurando-se como porta de entrada ao
Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 1997). As mudanças e a precarização dos serviços
de saúde, que podem gerar frustração, isolamento e submissão, e a falta de reconhecimento
profissional, aliada à discussão tardia sobre planos de cargos e salários para os trabalhadores
do SUS, ao arrocho salarial e ao aumento da demanda por serviços públicos de saúde,
constituem-se em um estímulo à investigação das condições de trabalho dessas categorias
profissionais, em especial entre aqueles que atuam na Estratégia Saúde da Família
(BODSTEIN, 2002).
Distúrbio Psíquico Menor (DPM) é uma expressão criada por Goldberg & Huxley
(1993) para designar sintomas tais como insônia, fadiga, irritabilidade, dificuldade de
concentração e de memorização, além de queixas somáticas, que sinalizam ruptura do
funcionamento normal do indivíduo, mas não configuram categoria nosológica da 10ª
Classificação Internacional de Doenças (CID-10), bem como dos Manuais de Diagnóstico e
Estatístico (DSM) da Associação Psiquiátrica Americana (COUTINHO ET AL., 1999).
Entretanto, os distúrbios psíquicos menores constituem problema de saúde pública e
apresentam impactos econômicos relevantes em função das demandas geradas aos serviços de
saúde e do absenteísmo no trabalho (COUTINHO ET AL., 1999).


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2301

Apontamentos

  • Não há apontamentos.