ACOLHIMENTO À PESSOA COM DOENÇA FALCIFORME NA URGÊNCIA E EMERGÊNCIA EM SALVADOR- BAHIA

Letícia Santos de Carvalho

Resumo


Emergência é a circunstância de agravo à saúde que exige intervenção médica imediata por haver risco iminente de vida, enquanto a urgência é uma classificação atribuída aos casos em que há risco à vida, mas com a necessidade de suporte à saúde de caráter menos imediatista (ZANELATTO; DAL PAI, 2010). Tornar a passagem pelo serviço hospitalar de emergência mais amena e humanizada é um desafio facilitado com as práticas de acolhimento. Acolher ultrapassa a perspectiva de acesso ao serviço de saúde; é mais que uma ação de porta de entrada e recepção do usuário. É um processo contínuo que envolve sensibilidade e conhecimento técnico-científico dos profissionais para identificar necessidades de saúde derivadas de processos sociais, físico-biológicos, mentais e ambientais. É a responsabilização interessada e ativa pela condição de saúde do usuário que resulta em adequação do serviço de saúde ao perfil da população atendida (GUEDES; HENRIQUES; LIMA, 2013). Nessa seara da busca por atendimento em SHE se enquadram as pessoas com doença falciforme, patologia crônica que compromete o desenvolvimento normal da hemácia e repercute com complicações como crises álgicas secundárias a vaso-oclusão, priaprismo, sequestro esplênico, infecções (BRASIL, 2009). Assim, buscando ampliar o conhecimento acerca da experiência de pessoas com DF em busca de cuidados este estudo apresenta como objeto o acolhimento a pessoas com DF nos serviços de urgência e emergência em Salvador (Bahia) e a questão norteadora é: como pessoas com DF percebem o acolhimento nos serviços de urgência e emergência no município de Salvador?
A fim de respondê-la, definiram-se os seguintes objetivos divididos em geral e específicos: compreender a percepção dos sujeitos com DF a respeito do acolhimento na urgência e emergência; identificar qual/quais o/os conceito de acolhimento a população estudada internaliza; apontar criticamente pontos positivos e negativos do acolhimento ao doente falciforme na urgência e emergência em Salvador-BA; analisar causas que conduzem pessoas com DF a buscar atendimento em serviços de urgência e emergência. Esse estudo se justifica pela possibilidade de adentrar no imaginário dos usuários da rede de serviços e assim compreender seus anseios, o que identificam como limitações no acolhimento e consequentemente possibilitar uma devolutiva dos resultados para os
profissionais de saúde e de gestão. A identificação de lacunas na compreensão do acolhimento
e das causas que devem levá-lo ao serviço terciário ou ao primário, a explicitação de pontos
positivos e negativos do atendimento podem auxiliar os profissionais e acadêmicos no
planejamento de mudanças e atitudes de enfrentamento.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2305

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