ESTUDO FITOQUÍMICO E ATIVIDADE ANTICOLINESTERÁSICA DE Passiflora spp.

Priscila Pinto Costa

Resumo


O gênero Passiflora possui cerca de 400 espécies catalogadas, pertencente à família Passifloraceae que possui aproximadamente 16 gêneros e 650 espécies, sendo o gênero Passiflora considerado o mais importante (RAMOS et al., 2007). As espécies desse gênero como a Passiflora incarnata L., P. alata Curtis, P. coerulae L. e P. edulis Sims, por possuírem efeitos ansiolíticos e sedativos são muito utilizadas na Medicina tradicional da Europa e Américas (CARLINI, 2003).
Alguns compostos destacam o gênero, como os polifenóis, os ácidos graxos poli-insaturados, as fibras, entre outras substâncias. Ainda encontra-se desconhecido o mecanismo de ação da Passiflora spp., porém, sabe-se que a inibição da monoamina oxidase (MAO) e a ativação dos receptores de ácido gama-aminobutírico (GABA) podem estar envolvidos (KYNRIS; COLEMAN; ROTHESTEIN, 2009).
As espécies de Passiflora ou maracujá, como é conhecida popularmente no Brasil, é utilizada na sabedoria popular como ansiolítica, sedativa, diurética, anti-inflamatória e analgésica, tendo seu uso mais acentuado como calmante. O extrato de suas folhas vem sendo muito utilizado em pesquisas. Em contra partida, segundo Vargas et al. (2007), existem poucos estudos farmacológicos de propriedades anti-inflamatória com preparações de Passiflora. No Brasil, as espécies Passiflora alata e Passiflora edulis apresenta grande importância comercial além de estarem contidas na 5ª edição da Farmacopeia Brasileira (BRASIL, 2010).
Vale ressaltar que o gênero Passiflora está incluso na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse no SUS (RENISUS) de 2010, que contém uma lista de plantas medicinais que possuem produtos de interesse quanto ao desenvolvimento de novos fitoterápicos para uso da população, garantindo segurança e eficácia no tratamento de algumas doenças. As espécies do gênero contidas nessa relação são a P. incarnata, P. edulis e P. alata (ROBRE, 2015).
As plantas e os extrativos vegetais exibem grande importância no âmbito farmacêutico, visando à utilização das substâncias ativas como protótipos a serem utilizados no desenvolvimento de novos fármacos, bem como fonte de matérias-primas farmacêuticas, com finalidade de obtenção de medicamentos elaborados exclusivamente à base de extratos vegetais ou até mesmo adjuvantes (SCHENKEL; GOSMANN; PETROVICK, 2000), podendo ser avaliados em ensaios biológicos in vitro e submetidos a fracionamento biomonitorado.
Os inibidores da Acetilcolinesterase são amplamente utilizados no tratamento da
doença de Alzheimer, que é uma doença cerebral degenerativa e possui capacidade de
comprometer a memória, a capacidade de raciocínio e comunicação (MARQUES et al.,
2013). Assim, trabalhando diante dessa perspectiva utiliza-se uma técnica muito
empregada para avaliar a Atividade Anticolinesterásica que consiste em adaptação
(OZTURK, 2011) da metodologia que foi desenvolvida por Ellman (1961) e
colaboradores.
Diante do pressuposto, entende-se a importância da pesquisa envolvendo as
espécies de Passiflora, visto que há um incentivo do Ministério da Saúde quanto aos
estudos com os gêneros presentes no RENISUS, envolvendo assim o gênero Passiflora.
Além disso, apesar do interesse no que rege o estudo com plantas reconhecidas
medicinalmente, ainda existem espécies do gênero Passiflora ainda não estudadas do
ponto de vista fitoquímico.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2316

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