Levantamento preliminar das espécies de morcegos na Serra da Jiboia, Bahia, Brasil

Bruna da Silva Sampaio

Resumo


Morcegos são alguns dos principais componentes das mastofaunas neotropicais,
representando uma parcela bastante significativa do total de mamíferos amostrados nos
diferentes ambientes (Emmons & Feer, 1997; Reis et al., 2007, 2011). No Brasil isto
não é diferente; das cerca de 700 espécies de mamíferos conhecidas em nosso país, 175
são morcegos (Paglia et al., 2012; Reis et al., 2013; Nogueira et al., 2014).
Além de formarem um grupo extremamente rico, morcegos costumam ser animais
abundantes nos ambientes onde vivem, formando, em muitos casos, grandes colônias
que desempenham um papel importante nos ecossistemas (Reis et al., 2013). Muitos
destes animais são consumidores vorazes de insetos, chegando a ingerir mais que o seu
próprio peso em insetos a cada noite, atuando como um controlador nos tamanhos das
populações destes invertebrados, o que é útil para a manutenção do equilíbrio ambiental
e pode diminuir impactos negativos causados por estes nas populações humanas. Outros
morcegos são fundamentais à dinâmica vegetacional, pois atuam como polinizadores (já
que muitas espécies são nectarívoras) e dispersores de sementes (no caso das espécies
frugívoras); diversos trabalhos já ilustraram o grande impacto que a polinização e a
dispersão sofreriam caso os morcegos fossem retirados de determinados ambientes
(Lima & Reis, 2004; Kelm et al., 2008; Lobova et al., 2009).
Infelizmente, o número de inventários mastofaunísticos no Brasil ainda é
insuficiente, embora na última década os esforços para aumentar o conhecimento sobre
estes animais tenham aumentado consideravelmente. Os morcegos não são exceção a
esta carência de informações e sua importância, mencionada acima, apenas reforça a
necessidade em investir mais tempo em reconhecer as faunas de quirópteros brasileiros,
especialmente em biomas onde a riqueza de espécies ainda é, muito provavelmente,
bastante subestimada, como no caso da Mata Atlântica.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2351

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