CINÉTICA DE CRESCIMENTO E ANÁLISE BIOQUÍMICA DE CALOS DE Amburana cearensis (ALLEMÃO) A. C. SMITH

Dinah Ise Jimenez Gonçalves e Costa Pinto

Resumo


Os metabólitos secundários são compostos conhecidos por desempenharem um papel importante na adaptação da planta ao seu ambiente, atuando na defesa contra patógenos e na proteção contra fatores ambientais como os raios ultravioletas (ALVES, 2001). Além disso, estes compostos representam uma fonte relevante de substâncias farmacologicamente ativas, sendo utilizados na fabricação de fitoterápicos.
Diversas espécies de plantas com uso medicinal são encontradas na Caatinga, bioma cuja diversidade biológica abriga espécies caracterizadas pela multiplicidade de usos (CUNHA; FERREIRA, 2003). Um terço da riqueza desse bioma é representado pelas espécies da família Fabaceae (QUEIROZ, 2009). Dentre estas, destaca-se Amburana cearensis (Allemão) A. C. Sm. conhecida popularmente como umburana de cheiro, cumaru e amburana de cheiro; espécie muito utilizada pela população devido ao seu potencial medicinal e madeireiro (CARVALHO,1994).
De acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, A. cearensis é uma espécie em perigo; sendo necessário o desenvolvimento de pesquisas que visem a elaboração de modelos de exploração racional e autossustentável para evitar consequências mais danosas (IUCN, 2014).
Técnicas de cultura de tecidos vegetais possibilitam a produção de mudas uniformes e de alta qualidade, bem como de metabólitos de interesse medicinal (OKSMAN – CALDENTEY et al., 2004) sem a dependência da planta do campo, consistindo em uma vantagem tanto do ponto de vista ecológico quanto econômico.
A formação de calos in vitro é uma estratégia para a produção de plantas e de metabólitos secundários. Calos são aglomerados celulares que podem ser formado em qualquer tecido vegetal in vitro em resposta a uma lesão no tecido ou induzido pelo uso de reguladores vegetais (TAIZ; ZEIGER, 2009).
Diversos estudos com espécies medicinais têm buscado conhecer os fatores que induzem a formação de calos bem como suas características morfológicas e bioquímicas, tendo em vista avaliar o potencial de utilização dos calos para a micropropagação de plantas via organogênese indireta e para a produção de metabólitos com potencial fitoterápico.
O estabelecimento da curva do crescimento dos calos permite a identficação do período adequado para a repicagem e utilização dos calos. O padrão típico de crescimento de calos é sigmoidal, geralmente, apresentando cinco fases distintas: lag, exponencial, linear, desaceleração e estacionária (SOARES, 2003).
Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi caracterizar a cinética de crescimento e estabelecer o perfil bioquímico dos calos de A. cearensis.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2355

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