ACÚMULO DE MASSA SECA E ANÁLISE BROMATOLÓGICA DE DIFERENTES GENÓTIPOS DE PALMA MIÚDA EM DIFERENTES TIPOS DE ADUBAÇÃO.

Jade Cavalcante de Oliveira

Resumo


O semiárido nordestino abrange uma área com cerca de 841.260 km² (quase 54 % do Nordeste do Brasil), caracterizada por um alto índice de evaporação anual, superior a 2000 mm e média anual de chuvas inferior a 750 mm, concentrados em uma única estação, que dura entre 3 e 5 meses. Em alguns anos a estiagem é prolongada, provocando a tragédia das secas. Esse fator desestabiliza as frágeis economias instaladas, gerando o êxodo das populações mais desprotegidas, agravando os problemas da região (BANCO DO NORDESTE, 2005).
A escassez de alimentos volumosos para ruminantes, principalmente durante o período de baixa densidade pluviométrica, é um problema que se repete anualmente no nordeste brasileiro, refletindo na baixa produtividade dos rebanhos manejados em regime de pastejo. A limitação das fontes proteicas e energéticas disponíveis exige suplementação alimentar, elevando consideravelmente os custos de produção. Por outro lado, o fornecimento de forrageiras existentes na região pode suprir, em parte, a deficiência das pastagens nos períodos de estiagem a custos relativamente baixos (Vieira et al., 2005).
Na época das chuvas a disponibilidade de forragens é quantitativa e qualitativamente satisfatória, no entanto, nas épocas críticas do ano, além da escassez de forragens, o valor nutritivo das mesmas se apresenta baixo, acarretando queda na produtividade, comprometendo assim a produção de carne e leite. Nesse período, em que as deficiências de energia e proteína são mais evidentes, a palma forrageira (Nopalea coccinellifera Salm-Dyck) apresenta-se com maior valor nutritivo devido ao aumento do teor de matéria seca, mas ainda com grande quantidade de água nos seus cladódios, constituindo-se então como uma importante reserva estratégica de alimento, sendo amplamente fornecida aos animais (Lima et al., 2004).
Em estudos comparativos entre as cultivares Gigante, Redonda e Miúda, foram encontradas variações na composição química das mesmas, sendo que, a cultivar Miúda se destacou por apresentar maior teor de matéria seca e digestibilidade. Tendo em vista os dados relatados, este projeto tem como objetivo analisar a composição bromatológica da palma forrageira miúda, por meio da determinação de teores de proteína bruta e carboidratos, em diferentes tipos de adubação, para utilização na alimentação animal.


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2361

Apontamentos

  • Não há apontamentos.