EFEITO DO ESTRESSE SALINO SOBRE O CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DE PLANTAS DE Physalis angulata L.

Karolini da Silva Cruz

Resumo


A família Solanaceae inclui uma vasta variedade de plantas economicamente e farmacologicamente importante como a Physalis angulata L., também conhecida como camapú. A espécie destaca-se pela presença de metabólitos poli-oxigenados que possui grande interesse farmacológico. Além disso, apresenta fruto de sabor adocicado com bom conteúdo de vitaminas A e C, ferro e fósforo (Rufato et al. 2008).
No Brasil, aproximadamente nove milhões de hectares são afetados pela presença de sais, cobrindo sete Estados, com a maior área afetada localizada na Bahia (44% do total) (Gheyi & Fageria, 1997). A salinidade na rizosfera acarreta redução na permeabilidade das raízes para água, dando origem ao estresse hídrico, podendo exibir um impacto negativo substancial no crescimento e desenvolvimento das plantas (Lecoeur & Sinclair, 1996). Sendo assim a deficiência em resposta às condições ambientais inerentes ao semiárido é considerada por Pimentel et al. (2002) como maior causadora de redução de produtividade das plantas, alterando suas funções fisiológicas e morfológicas.
Cada espécie apresenta diferentes níveis de tolerância ao estresse salino. O limite de tolerância depende da concentração do sal em solução, do tempo de exposição, bem como do estádio de desenvolvimento das plantas (Munns, 2002). Diante do exposto, este trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos do estresse salino provocados pelo NaCl nas plantas de Physalis angulata.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2365

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