DETECÇÃO DE DNA DE TOXOPLASMA GONDII EM ANIMAIS SILVESTRES NO ESTADO DA BAHIA

Caroline Araújo da Silva

Resumo


A Mata Atlântica é um ecossistema que apresenta uma grande diversidade e um alto grau de endemismo tanto de animais quanto de plantas. O sul da Bahia, por exemplo, abriga uma enorme variedade de vegetais e animais endêmicos incluindo mamíferos ameaçados a extinção (Moura, 2003). Um dos problemas que tem agravado o processo de extinção é a fragmentação da Mata Atlântica que impede o fluxo gênico entre os organismos (Fahrig, 2003), além disso, a extensiva produção agrícola e pecuária induz o desmatamento para a plantação de monoculturas e plantação de pastagem respectivamente atingindo diretamente a fauna local (Magalhães, 2011).
As pesquisas sobre a importância dos animais silvestres na epidemiologia de algumas doenças infecciosas ainda são escassas (Franke et al., 2005).
O contato direto de seres humanos com animais silvestres traz diversas complicações como já foi citado anteriormente. O número de mortes de animais silvestres por doenças infecciosas vem crescendo ao longo dos anos e um dos agravantes é o contato destes com os animais domésticos. Existem poucos estudos sobre a importância epidemiológica dos animais silvestres na transmissão da toxoplasmose e as pesquisas são em sua grande maioria realizadas apenas com exames sorológicos, esse trabalho teve por objetivo detectar T. gondii em tecidos de animais silvestres, além de extrair e amplificar DNA específico de T. gondii em tecidos de animais silvestres da Mata Atlântica na Bahia e comparar a frequência de positivos segundo os diferentes táxons e locais de coleta de amostras.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2378

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