FLORA DA BAHIA: LEGUMINOSAE – ANCISTROTROPIS (PAPILIONOIDEAE: PHASEOLEAE)

Felipe da Silva Santos

Resumo


Leguminoseae é uma das maiores famílias de Angiospermas, compreendendo cerca de
19.500 espécies e 770 gêneros, sendo superada apenas por Orchidaceae e Asteraceae em número
de espécies (LPWG 2013, 2017). Possui grande valor ecológico devido sua associação com
bactérias fixadoras de nitrogênio, auxiliando na ciclagem de nutrientes, o que aumenta a
fertilidade do solo (Sprent et al. 2013). Além disso, muitas de suas espécies são importantes
economicamente (Graham & Vance 2003).
No Brasil, Leguminoseae possui grande diversidade, apresentando 220 gêneros e cerca de
2.835 espécies, sendo 1.532 endêmicas (BFG 2015). Ocorrem em todas as regiões, estando
presentes nos domínios fitogeográficos da Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa
e Pantanal (BFG 2015). A Bahia é o segundo estado com a maior diversidade de espécies da
família com cerca de 937, perdendo apenas para Minas Gerais(BFG 2015).
Atualmente Leguminosae é dividida em seis subfamílias: Cercidoideae, Detarioideae,
Dialioideae, Duparquetioideae, Caesalpinioideae e Papilionoideae, sendo as cinco primeiras
segregadas de Caesalpinioideae s.l. e Mimosoideae incluída em Caesalpinioideae (LPWG 2017).
A circunscrição de Papilionoideae não teve alterações e ela inclui 503 gêneros, 29 tribos e cerca
de 14.000 espécies (LPWG 2013, 2017, Queiroz et al. 2015).
Dentre as tribos de Papilionoideae, Phaseoleae é a maior em número de gêneros e a que
apresenta maior importância econômica (Lackey 1981). Pode ser reconhecida principalmente
pelo seu hábito volúvel e as folhas trifoliadas, com a base dos folíolos laterais assimétricas
(Bruneau et al. 1995). Dentre suas subtribos, Phaseolineae é um grupo monofilético (Kajita et al.
2001, LPWG 2017) e que por muito tempo teve problemas de delimitação genérica,
principalmente no complexo Phaseolus-Vigna (Maréchal et al. 1978). O limite entre os gêneros
foi estudado por Delgado-Salinas et al. (2011), e com o auxílio de dados morfológicos e
moleculares o gênero Vigna Savi foi segregado em sete gêneros: Ancistrotropis A. Delgado,
Cochliasanthus Trew, Condylostylis Piper, Helicotropis A. Delgado, Leptospron (Benth) A.
Delgado, Sigmoidotropis (Piper) A. Delgado e Vigna s.s., sendo Ancistrotropis o foco deste
tratamento para a Flora da Bahia.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2392

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