RETINOPATIA DIABÉTICA: FATORES EPIDEMIOLÓGICOS NOS ANOS DE 2013 E 2016.

Gabriela Hanna Maia dos Santos Oliveira

Resumo


O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome decorrente de alteração do metabolismo de
carboidratos, lipídios e proteínas, causado pela redução de secreção de insulina associado ou
não á resistência à ação da insulina que cursa com hiperglicemia crônica e pode levar ao
desenvolvimento de complicações crônicas do tipo macro e microvascular (SBD, 2016).
Existem dois tipos principais de DM, o tipo 1 e o tipo 2, sendo este o mais prevalente (ADA,
2017).
A retinopatia diabética (RD) é uma das complicações microvasculares mais comuns
do diabetes, sendo considerada a principal causa de cegueira em adultos em idade produtiva
(SERRARBASSA, 2008). O seu desenvolvimento, entre outros fatores, aumenta com tempo
de doença e grau de controle metabólico (PASQUALOTTO, 2012;PRZYSIEZNY, 2013).
Um dos sinais clínicos mais precoces da RD é o aumento da permeabilidade vascular, devido
à quebra da barreira hemato-retiniana, que causa edema macular. Seguem-se, mais
tardiamente, microaneurismas, exsudatos e, finalmente, proliferação vascular. Desses achados
clínicos, o edema macular é o mais correlacionado com perda da acuidade
visual(SERRARBASSA, 2008).
O crescimento da prevalência de DM levou a aumento da taxa de RD em todo o
mundo, especialmente nos países em desenvolvimento (LIN, 2016). Em estudo realizado em
São Paulo, entre 2006 e 2007, verificou-se que a prevalência do DM tipo 2e RD foi de 8,68%
e 7,62% respectivamente (SCHELLINI, 2014), já estudo analisando portadores da doença
com duração média em torno de 11 anos, evidenciou frequência de RD em 48% da amostra
(SCHEFFEL, 2004).
Em países em desenvolvimento, serviços com práticas de educação em DMapresentam
redução das taxas de amaurose decorrentes da patologia (LIN, 2016). Nos países
desenvolvidos e também nos em desenvolvimento, analisadas através da dosagem da
hemoglobina glicada, o controle da doença está muito abaixo do desejado e um dos fatores
relacionados a este mau controle é a má adesão ao tratamento (SBD, 2016).
Adesão ao tratamento é definida a partir do comportamento do indivíduo em usar
medicamentos regularmente, seguir adequadamente plano alimentar específico e/ ou adotar
mudanças no estilo de vida sugeridas, entre outros. Assim uma análise rigorosa e o
acompanhamento da adesão terapêutica provavelmente impactará no controle do DM e
provavelmente no desenvolvimento das suas complicações.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2499

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