ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO E AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS PORTADORES DE CÂNCER DE LARINGE ATENDIDOS NA UNIDADE DE ALTA COMPLEXIDADE EM ONCOLOGIA (UNACON) DE FEIRA DE SANTANA-BA

Jaíne Rocha e Silva

Resumo


De acordo com as estimativas globais, o câncer é a segunda causa de morte no mundo,
tanto em países em desenvolvimento quanto nos desenvolvidos. Nos Estados Unidos, em
2013, foram registrados 12.260 casos de câncer de laringe, um dos sítios primários em câncer
de cabeça e pescoço (CCP) mais frequentemente acometidos no país (American Cancer
Society, 2013).
No Brasil, segundo as estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer) para o ano
de 2014, são esperados 576.000 novos casos de câncer. Seguindo-se o panorama mundial, na
região de CP destaca-se o de laringe, com 6.870 casos novos, ficando em sétimo lugar geral
entre os homens e apenas 770 casos em mulheres, ocupando o 17º lugar (Brasil, 2013).
Durante os últimos anos, a avaliação da qualidade de vida foi reconhecida como um
importante medidor de sobrevida em medicina, sobretudo em oncologia. Tais avaliações tem
sido feitas com certa regularidade nos tumores malignos da região de cabeça e pescoço, uma
vez que nessa localização a ocorrência de neoplasias malignas pode levar ao
comprometimento de funções vitais (Abendstein et al, 2005; Vartanian et al, 2006). Nesse
sentido, em 1993, o World Health Organization – Quality of Life Group (WHOQOL), definiu
qualidade de vida como: percepção individual da posição do indivíduo na vida, no contexto
de sua cultura e sistema de valores nos quais ele está inserido e em relação aos seus objetivos,
expectativas, padrões e preocupações. É um conceito de alcance abrangente afetado de forma
complexa pela saúde física, estado psicológico, nível de independência, relações sociais e
relações com as características do meio ambiente do indivíduo (Moreno & Lopes, 2002).
Incontestavelmente, a presença de qualquer neoplasia altera todos os aspectos da vida de uma
pessoa e pode levar a intensas mudanças dos seus hábitos.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2503

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