INTERPRETAÇÃO DA DOR E USO DE MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS POR PESSOAS COM ANEMIA FALCIFORME

Kayque Neves da Silva

Resumo


A Anemia Falciforme (AF) compõe o grupo das hemoglobinopatias (Doença Falciforme-DF),
representando a doença crônica hereditária com maior prevalência no Brasil (DINIZ; GUEDES,
2003). Esta doença é caracterizada pela hemoglobina mutante chamada hemoglobina S (Hb-S),
que provoca a distorção dos eritrócitos, deixando-os em formato de “foice” ou “meia-lua”.De
acordo com o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), no Brasil, nascem por ano
cerca de 3.500 crianças portadoras de AF, na qual 20% não atingem os 5 anos de idade devido
complicações da doença. (BRASIL, 2012).
Segundo Silva e Marquez (2007), a dor se apresenta como a maior manifestação clínica da
doença, podendo ser crônica ou aguda, desencadeada em virtude da oclusão dos pequenos vasos
sanguíneos pelas hemácias falciformes.
Para o campo médico, a dor é o sintoma mais subjetivo, partindo do princípio que sua
mensuração vai depender do relato do paciente, em que, na maior parte dos casos, não há exame
de imagem ou de laboratório em que essa queixa possa ser demonstrada. São utilizadas escalas
para que o paciente possa relatar ao médico seu nível de dor, para as crianças menores e não
alfabetizadas são utilizados desenhos de rostos alegres a tristes e as escalas de números para os
demais (MINATTI, 2012).
O plano terapêutico deve ter uma atuação multiprofissional, em especial da fisioterapia, que
pode ter um papel relevante, buscando a diminuição das crises álgicas, redução das internações
recorrentes, melhora da mobilidade global e ganho de condicionamento físico, reduzindo dessa
forma as morbidades e favorecendo a qualidade de vida do paciente com AF (SILVA, 2003).
Pessoas com AF vivenciam dor intensa com muita frequência, antes de recorrer a ajuda de
profissionais é comum o uso de medidas aprendidas no contexto cultural, seja a partir das
famílias ou outros sujeitos significativos da rede social, algumas vezes mesclando o saber da
cultura com o saber cientifico medico aprendido nas unidades de saúde.
Assim, com base no exposto este estudo busca responder a seguinte questão: Como as pessoas
com Anemia falciforme interpretam a dor e lançam mão de medidas não medicamentosas para
seu manejo?


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2508

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