CARACTERÍSTICA DEMOGRÁFICA E DA TERAPIA INTRAVENOSA PERIFÉRICA EM CRIANÇAS/ ADOLESCENTES COM CÂNCER ASSOCIADO A OCORRÊNCIA DE EXTRAVASAMENTO

Larissa Freitas Cerqueira

Resumo


Segundo o Instituto Nacional de Câncer (2015) o câncer infanto juvenil acomete crianças e adolescentes entre 0 e 19 anos, é um conjunto de doenças que apresentam características próprias. É considerada uma doença rara, correspondendo entre 1% e 3% de todos os tumores malignos na maioria das populações.
Para o tratamento do câncer existem quatro modalidades terapêuticas: a excisão cirúrgica, a irradiação, a quimioterapia e a terapia biológica, sendo estas combinadas ou utilizadas isoladamente (DINIZ et al., 2008).
A quimioterapia intravenosa configura-se, no conjunto das modalidades utilizadas no tratamento do câncer, como estratégia que pode potencializar a cura do câncer. Entretanto, a sua utilização poderá comprometer a segurança da criança que dela faz utilização, tendo em vista o potencial risco para a ocorrência de eventos adversos, com destaque para o extravasamento (SCHNEIDER; PEDROLO, 2011).
O extravasamento é a infiltração de fármacos ou soluções com propriedades vesicantes para tecidos adjacentes, sendo caracterizado pela capacidade de produzir vesículas no local da lesão (INS-BRASIL, 2013).
Sendo uma das complicações mais graves em paciente que realizam a quimioterapia, devido ao potencial nocivo de tais drogas, pois muitos deles são irritantes, podem formar bolhas ou necrose em tecidos que se infiltram. O dano produzido irá depender da droga extravasada, do seu volume e sua concentração (VILLARÍN; BELDA, 2004). Entretanto, não há na literatura tanto nacional quanto internacional informações claras sobre os fatores que contribui para a ocorrência de extravasamento em crianças com câncer.
Portanto, este trabalho terá como objetivo verificar condições demográficas e da terapia intravenosa (TIV) prévia de crianças e adolescentes com cateteres vasculares periféricos para a terapia infusional associados à ocorrência de extravasamento em crianças com câncer em um hospital pediátrico de Feira de Santana, Bahia.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2511

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