Os aspectos morfológicos do Carcinoma epidermóide oral e sua correlação com parâmetros clínicos e prognóstico dos pacientes afetados

Rafael Cabral de Albuquerque Souza

Resumo


O câncer bucal é o sexto câncer mais comum do mundo e a incidência de novos
casos indicam um continuo crescimento nos países desenvolvidos. Dentre as neoplasias
bucais, o carcinoma de células escamosas (CCE) é o mais comum, representando mais
de 90% dessas neoplasias. Embora a ocorrência de câncer da cavidade oral seja maior
nos países orientais, o Brasil possui uma das maiores taxas de câncer de boca do mundo
(MARTÍNEZ et al., 2011; MONTEIRO et al., 2014). O estadiamento clínico TNM
(sistema de estadiamento clínico mais utilizado que avalia o tamanho do tumor e a
extensão da disseminação metastática) vem sendo a forma mais comumente utilizada na
avaliação dos tumores. Entretanto, este método tem sido considerado falho para a
determinação de prognóstico em CCE de boca. A utilização de características
histopatológicas, para esta mesma função, tem sido amplamente estudada e resultados
mais satisfatórios foram obtidos (ALVES et al., 2011; MARTÍNEZ et al., 2011).
Portanto, o conhecimento da patologia (macro e microscópica), com suas diversas
apresentações clínicas e suas consequentes implicações no curso da doença é essencial
para os profissionais de saúde que se dedicam à prevenção, detecção precoce e
tratamento do câncer de cabeça e pescoço, em especial do carcinoma epidermóide de
boca, o tipo histológico mais prevalente na cavidade oral (LOURENÇO et al., 2007;
ALMEIDA et al., 2011).


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2554

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